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Flávio condiciona entrega de sigilos à análise de documentos de Lula

Campanha do senador afirma que já reuniu o material, mas condiciona a entrega à verificação dos documentos apresentados pelo presidente.

22/10/2026
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A advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta quinta-feira (22) que o candidato só apresentará ao TSE os documentos relacionados à quebra de sigilo depois que sua equipe analisar o material entregue pelo presidente Lula (PT). Segundo ela, a entrega será imediata caso seja confirmado que o adversário cumpriu integralmente o compromisso assumido.

"Se eles trouxerem tudo, a gente traz", declarou a advogada, ao ser questionada sobre condicionar a apresentação dos documentos à análise prévia do material do adversário. Bucchianeri afirmou que a equipe do senador já reuniu os próprios documentos, mas pretende verificar primeiro o conteúdo apresentado pela campanha de Lula. "Nós temos tudo já do nosso", disse.

Questionada sobre quando os documentos seriam efetivamente entregues, respondeu: "Imediatamente. Se a gente confirmar que tudo o que ele se comprometeu ele trouxe, será imediato." A advogada demonstrou surpresa ao ser informada de que a campanha de Lula já havia entregado os documentos: "Ele entregou?"

Campanha cobra ampliação da quebra de sigilo

Maria Claudia afirmou que a campanha de Flávio aceitou o desafio de transparência lançado pelo presidente, mas defendeu que a quebra de sigilo abranja um período maior do que os oito anos inicialmente discutidos.

"Oito anos é o mandato do senador, do candidato Flávio Bolsonaro. Nós precisamos dar um passo um pouco além, porque, afinal das contas, Lula está no poder há quase 20 anos", afirmou.

Segundo a advogada, a intenção é verificar a evolução patrimonial do presidente, de seus familiares e de empresas ligadas a eles. A campanha também pretende solicitar informações sobre gastos com o cartão corporativo da Presidência e registros de entradas e saídas dos palácios presidenciais.

A coordenadora jurídica reforçou que o ex-procurador Deltan Dallagnol participará da análise dos documentos apresentados pela campanha adversária.

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