O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, anunciou neste domingo (25) a abertura de um inquérito para investigar o ataque à vereadora Iara Pimentel (PT), atingida no rosto por uma pedra arremessada contra um carro de som durante uma carreata em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na noite de sábado (24), em Montes Claros (MG).
"Ela foi ouvida, relatou o episódio, há imagens também desse episódio", declarou Andrei. Segundo o diretor-geral, a superintendência da PF em Minas Gerais confirmou que o procedimento seria formalizado ainda neste domingo.
Agressão em campanha
Iara foi atacada na Avenida Sanitária, quando passava em um carro de som acompanhada do deputado Paulo Guedes (PT-MG). Homens reunidos em um bar, citados pelo PT como apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL), arremessaram garrafas de vidro, pedras, tijolos e outros objetos contra o veículo e os participantes da manifestação.
Iara perdeu a consciência após a agressão e precisou ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela foi encaminhada à Santa Casa de Montes Claros, onde recebeu atendimento médico e permaneceu em observação.
A Polícia Militar de Minas Gerais informou que o tumulto ocorreu após o encontro de duas carreatas. Segundo a corporação, outro vereador e dois homens também relataram agressões, ameaças ou danos materiais.
Em nota, o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), repudiou a violência e cobrou a identificação e responsabilização dos agressores. O comunicado reproduziu uma manifestação do mandato de Iara em defesa da liberdade de participação política.
"A democracia pressupõe liberdade de manifestação, respeito às diferenças e o direito de participar da vida política sem medo de ameaças ou agressões", declarou a equipe da vereadora.