O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou neste domingo (25), após a conclusão da apuração do segundo turno das eleições, que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu uma oportunidade para reconciliar o país. O deputado defendeu que Lula supere a radicalização política e governe para todos os brasileiros.
"Nós temos um Brasil dividido, um Brasil que passou, infelizmente, os últimos quatro anos radicalizado e que, com essa vitória de hoje, eu penso que o presidente tem uma nova oportunidade de poder conciliar o país, de poder olhar para frente e governar para todos os brasileiros", declarou.
Motta também cobrou uma autocrítica do presidente sobre a condução de seu mandato. "Quero que o presidente reeleito possa fazer uma avaliação dos seus acertos, mas também dos erros cometidos", disse.
Motta garantiu que Lula contará com o apoio do Congresso para discutir propostas de interesse da população, especialmente nas áreas de crescimento econômico, segurança pública e proteção social. O deputado defendeu que a cooperação entre os Poderes preserve a autonomia do Legislativo. "Estaremos prontos para poder, com diálogo, com independência, mas, acima de tudo, com harmonia, como preconiza a nossa Constituição", afirmou.
Alcolumbre cobra pacificação
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também defendeu a reconciliação nacional após a vitória de Lula. Em pronunciamento depois de Motta, o senador afirmou que a divisão política prejudica a população e as instituições republicanas e garantiu que o presidente reeleito contará com um "congresso altivo voltado à pacificação".
Alcolumbre defendeu que o encerramento da disputa eleitoral seja acompanhado de uma mudança de postura dos vencedores, sem exigir que os partidos abandonem suas diferenças políticas. "Não estou dizendo para mudar o ponto de vista partidário, a visão de país ou de mundo ou do ponto de vista ideológico de um partido A ou de um partido B", declarou.
O senador também cobrou humildade dos vencedores e ressaltou que o resultado eleitoral não elimina a responsabilidade de atender às demandas da população, independentemente das preferências partidárias. "O presidente do Brasil eleito tem que governar para os 215 milhões de brasileiros que vivem no Brasil e que precisam das respostas do Estado", afirmou.
Alcolumbre estendeu a cobrança aos colaboradores e apoiadores de Lula, que, segundo ele, também precisam contribuir para reduzir as hostilidades políticas. "Não está bom o momento de agressividade que nós estamos vivendo no Brasil e cabe ao presidente da República unir o Brasil", declarou.