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Presidente do Banco Central diz que caiu temor do mercado com vitória de Lula

Miriam questionou Campos Neto se uma eventual vitória de Lula está "precificada", ou seja, com seus prós e contras calculados, ou se haveria turbulência.

14/2/2022
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Roberto Campos Neto tem sido alvo de críticas do presidente Lula e do Congresso por causa de manutenção de elevada taxa básica de juros. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou em entrevista à jornalista Miriam Leitão que diminuiu o temor do “mercado” diante da possibilidade de volta do ex-presidente Lula ao Planalto. O petista lidera as pesquisas de intenção de voto. Miriam questionou Campos Neto se uma eventual vitória de Lula está "precificada", ou seja, com seus prós e contras calculados, ou se haveria turbulência. "O que a gente pode comentar é o que a gente captura nos preços de mercado. Nos preços de mercado, o que tem acontecido mais recentemente é uma eliminação de vários preços que mostram o risco da passagem de um governo para outro. Mais recentemente, a gente vê, quando olha esses preços, que eles atenuaram. Caíram um pouco. Significa que o mercado passou a ser menos receoso da passagem de um governo para o outro. Isso é o que a gente pode interpretar", disse o presidente do BC. "Porque provavelmente um governo que representava um risco de medidas mais extremas está se movendo para o centro. Essa é a nossa interpretação do que a gente captura nos preços de mercado", acrescentou Campos Neto em entrevista exibida na GloboNews. O conteúdo deste texto foi publicado antes no Congresso em Foco Insider, serviço exclusivo de informações sobre política e economia do Congresso em Foco. Para assinar, entre em contato com comercial@congressoemfoco.com.br. Na avaliação dele, a autonomia do Banco Central, aprovada pelo Congresso, colabora para esse cenário. “O Banco Central ganhou a posição de autonomia exatamente para ter independência entre o ciclo político e os ciclos de política monetária. Não cabe fazer comentários sobre o que seria cada candidato. Então a nossa interpretação é dos preços do mercado. Ele removeu um pouco o risco de cauda de passagem de um governo para outro. Mas é muito cedo, muitas coisas devem acontecer no processo eleitoral”, afirmou o presidente do BC.  
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