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Adiamento busca permitir com que Ministério da Saúde esclareça à Anvisa sua política pública para implementação dos testes. Foto: Martin Fisch via Flickr
A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidirá na sexta-feira (28) sobre o uso de autotestes de covid-19 no Brasil. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a agência terá decisão favorável à medida.
Até o momento, não existe nenhum produto diagnóstico para uso por usuários leigos. Os exames são pensados para realizar o acompanhamento das condições da doença em casa, mas os testes não serão conclusivos para o diagnóstico, diz a Anvisa.
A Agência recebeu as últimas informações do Ministério da Saúde referentes à política púbica com autotestes de covid-19 na terça-feira (25). Os documentos entregues respondem dúvidas de diretores da Anvisa, que questionaram o programa de testagem em massa da pasta.
O Ministério sugere como protocolo indicar aos que estão com suspeita de infecção procurar uma unidade de saúde ou realizar o teleatendimento para que o diagnóstico seja confirmado por um profissional. Segundo a proposta, os autotestes devem ser vendidos apenas em farmácias. A pasta afirma que este tipo de exame não deve servir para substituir os exames RT-PCR ou de antígeno em viagens internacionais ou para justificar afastamento do trabalho. Os autotestes também não são indicados para definição de diagnóstico, apenas para triagem, sobretudo de pessoas com sintomas graves como falta de ar, saturação abaixo de 95%, confusão mental e sinais de desidratação. Esses casos devem ser assistidos por profissionais de unidades de saúde. O protocolo para as empresas é que devem incluir orientações sobre o melhor momento para a realização do exame, sendo a partir do 1º ao 7º dia do início dos sintomas. Para quem não apresenta sinais da doença, o exame deve ser feito a partir do 5º dia do contato com caso confirmado, afirma a Saúde.