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Virada de Lula: Veja quais pesquisas chegaram mais perto das urnas

Vox Brasil e Colectta apontaram o petista à frente na reta final; no primeiro turno, Veritá, Gerp e Futura haviam se aproximado mais da diferença entre os candidatos.

26/10/2026
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A vitória do presidente Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno presidencial do domingo (25), contrariou a tendência numérica da maioria das pesquisas eleitorais divulgadas nos três dias anteriores à votação. Dos 16 levantamentos nacionais divulgados entre quinta (22) e sábado (24), 14 apontaram vantagem para Flávio. Apenas dois, Vox Brasil e Colectta, colocaram Lula à frente. Ambos também ficaram mais próximos dos resultados das urnas.

Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos válidos, contra 59.826.041 votos (48,21%) de Flávio. A diferença foi de 4.430.191 votos, ou 3,58 pontos percentuais, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A comparação considera a última pesquisa nacional identificada de cada instituto, divulgada entre quinta-feira (22) e sábado (24). Os levantamentos estão ordenados pela distância entre os percentuais estimados e os resultados oficiais.

Na véspera, a média de dez pesquisas divulgadas no sábado (24), calculada pelo Congresso em Foco, indicava 50,9% para Flávio e 49,1% para Lula. O percentual obtido pelo presidente nas urnas superou essa média em 2,69 pontos percentuais.

Vox Brasil e Colectta chegaram mais perto

Divulgada na sexta-feira (23), a Vox Brasil atribuiu 50,6% dos votos válidos a Lula e 49,4% a Flávio. A diferença em relação ao resultado oficial foi de 1,19 ponto percentual por candidato, a menor entre os levantamentos comparados. A pesquisa ouviu 2.100 eleitores entre 20 e 22 de outubro e apontou empate técnico.

A Colectta, divulgada no sábado, ficou em segundo lugar. O instituto registrou 50,3% para Lula e 49,7% para Flávio, distância de 1,49 ponto percentual das urnas.

Lula, Alckmin e Marina Silva comemoram a vitória em segundo turno.Ricardo Stuckert/PR

Em terceiro apareceu a Futura/100% Cidades, com 50,1% para Flávio e 49,9% para Lula. Embora tenha apresentado o candidato do PL numericamente à frente, foi a pesquisa mais próxima do resultado entre as que indicaram essa vantagem, com desvio de 1,89 ponto percentual por candidato.

Entre os institutos mais conhecidos, Datafolha e Quaest apresentaram os mesmos percentuais arredondados: 51% para Flávio e 49% para Lula. Ambos registraram empate técnico, considerando as respectivas margens de erro.

AtlasIntel/Bloomberg, CNT/MDA e BTG/Nexus também mostraram vantagem numérica de Flávio, mas com diferenças menores entre os candidatos. No extremo oposto, Gerp, Real Time Big Data e Alfa Inteligência atribuíram 52% ao senador e 48% ao presidente, ficando a 3,79 pontos percentuais das urnas.

Veritá se destacou no primeiro turno

A comparação com a votação de 4 de outubro mostra uma mudança na proximidade das pesquisas com os resultados.

No primeiro turno, Flávio terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, vantagem de 1,87 ponto percentual. Levantamento publicado pelo Congresso em Foco em 23 de outubro identificou Veritá, Gerp e Futura/100% Cidades como os institutos que mais se aproximaram dessa diferença.

A Veritá estimou 47% para Flávio e 45% para Lula, ficando apenas 0,03 e 0,16 ponto percentual, respectivamente, dos resultados individuais. A Gerp apontou 46% a 44%, enquanto a Futura registrou 44,8% a 42,6%.

No segundo turno, os três institutos apresentaram vantagem numérica para Flávio, mas Lula venceu por 3,58 pontos percentuais. A distância entre a vantagem estimada e a efetiva foi de 6,70 pontos na Veritá, 7,58 na Gerp e 3,78 na Futura.

Inversão

Os resultados também revelam uma inversão no sentido das discrepâncias. No primeiro turno, nove institutos analisados pelo Congresso em Foco subestimaram a votação de Flávio, em média, em 3,08 pontos percentuais. No segundo, todos os 16 levantamentos examinados atribuíram a Lula percentuais inferiores aos 51,79% efetivamente obtidos.

O que explica as diferenças?

A divergência entre pesquisas e urnas não significa, necessariamente, falha metodológica. Levantamentos registram preferências declaradas durante as entrevistas, enquanto o resultado final também depende do comparecimento dos eleitores e de possíveis mudanças de escolha até a votação.

As margens de erro igualmente precisam ser consideradas. Diversas pesquisas apontavam empate técnico, mesmo com Flávio numericamente à frente.

Há ainda uma distinção entre identificar a ordem dos candidatos e estimar com proximidade seus percentuais finais. A Futura, por exemplo, apontou vantagem de Flávio, mas ficou a menos de dois pontos percentuais da votação individual de cada candidato. Vox Brasil e Colectta apresentaram Lula à frente e as menores distâncias das urnas, embora ambas tenham subestimado sua vantagem.

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