Publicidade
Expandir publicidade
Filipe Martins em palestra sobre "Governança global e autodeterminação popular", no Instituto Rio Branco [fotografo] Arthur Max/MRE [/fotografo]
A Procuradoria Regional da República da 5ª Região apresentou nesta sexta-feira (26) uma notícia-crime contra Filipe Garcia Martins Pereira, assessor especial para assuntos internacionais do presidente Jair Bolsonaro pela prática de racismo. O ofício foi encaminhado à Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF), que deve analisar se apresenta denúncia.
O procurador regional da República Wellington Cabral Saraiva, autor da notícia-crime, afirma que, em sessão do Senado transmitida ao vivo, Filipe Martins fez um gesto simbolizando as letras “W” e “P”, das palavras “White Power”, que significam “Poder Branco”, em inglês.
O episódio foi registrado na sessão em que o assessor acompanhava o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, convidado para responder questões dos senadores sobre a compra de vacinas contra a covid-19.
Veja o momento em que o assessor gesticula:
"O noticiado, que se encontrava sentado atrás do senador, teve, com vontade livre e consciente, a ousadia de fazer, no interior do Parlamento brasileiro, com a mão direita, gesto de identificação de supremacistas brancos, o que significa gesto racista de discriminação, induzimento e incitação à discriminação de raça, etnia e cor, em detrimento da população negra em geral contra outros grupos sociais não brancos, como pardos, asiáticos e indígenas", afirma o procurador na notícia-crime.
>> Leia a íntegra da notícia-crime
Na notícia-crime o procurador elenca ainda uma série de símbolos e postagens do assessor nas redes sociais também relacionados a grupos extremistas. "Não há casualidade nessas manifestações do noticiado; o que há é um padrão consciente e bem pensado de difusão de símbolos extremistas por parte dele. Sua consciência da ilicitude do gesto racista é absoluta", afirma. Mais denúncias Após o episódio, a Procuradoria da República no Distrito Federal também recebeu representação do deputado federal Alencar Santana (PT-SP) pedindo a apuração sobre se Filipe Martins cometeu um crime e/ou ato de improbidade administrativa ao fazer o gesto. A conduta do assessor também será investigada pelo Senado, a pedido do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). > Senador propõe voto de censura contra assessor por gesto extremista > Bancada do Psol pede afastamento imediato de assessor de BolsonaroEssa história de se tentar demitir alguém por um sinal involuntário é o cúmulo da perseguição. Jamais o antibolsonarismo atingiu níveis tão radicais. Qual passado de supremacista (seja lá o que isso signifique) tem @filgmartin ? Quem merece investigação é quem o acusa.
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) March 26, 2021