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Senado aprova em 2º turno PEC que permite volta do auxílio emergencial

4/3/2021
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O líder do governo, Fernando Bezerra Coelho, e o relator da PEC Emergencial, Márcio Bittar [fotografo] Edilson Rodrigues/Agência Senado [/fotografo].
O Senado aprovou em segundo turno nesta quinta-feira (4), por 62 votos a 14, a proposta de emenda à Constituição (PEC) Emergencial. O texto que abre caminho para a volta do pagamento do auxílio emergencial foi aprovado em primeiro turno ontem à noite, por 62 votos a 16. A proposta será enviada à Câmara, onde precisará do apoio de pelo menos 308 deputados em duas rodadas de votação. A Câmara vai votar a medida de forma acelerada, sem passar pelas comissões. O relator, senador Marcio Bittar (MDB-AC), fez nesta quarta mais mudanças no texto da proposta.  Bittar definiu que as despesas com a volta do auxílio emergencial não podem ultrapassar o limite de R$ 44 bilhões. Antes, não havia a definição da quantidade de dinheiro que poderia ultrapassar o teto de gastos.
Outra alteração feita pelo senador diz respeito ao prazo de pagamento de precatórios, que são dívidas que o poder público é obrigado a pagar após determinação judicial. O relatório amplia em cinco anos o prazo atual para o pagamento, deixando o ano de 2029 como o limite.
Também foi analisado na votação desta quinta um destaque do líder da minoria, Jean Paul Prates (PT-RN), para retirar o limite para pagamento do auxílio emergencial. De acordo com o senador, o valor de R$ 44 bilhões previsto para pagar o benefício é insuficiente para financiar o programa. O pedido de alteração foi rejeitado. Depois da promulgação da emenda, o governo vai enviar uma medida provisória solicitando crédito extraordinário para a volta do auxílio. O presidente Jair Bolsonaro tem dito que o benefício será de R$ 250 e vai ser pago de março a junho. A PEC Emergencial retira as despesas com o auxílio do teto de gastos, que limita o crescimento das despesas ao nível de inflação do ano anterior, da regra de ouro, que proíbe que o poder público se endivide para pagar despesas correntes, e da meta de superávit primário, a perseguição de saldo positivo entre receitas e despesas. A proposta também permite que o poder público acione medidas de corte de gastos em momentos de crise fiscal, como o fim de reajustes no salários de servidores e a proibição de criação de novas despesas obrigatórias. Inicialmente, o relatório determinava que o congelamento do salário dos servidores duraria até o final de 2023, mas o relator recuou e determinou que o fim de reajuste entre em vigor durante o período de calamidade. Outros dispositivos do texto determinam a desvinculação de verbas que hoje estão carimbadas para fundos públicos, como fundos destinados ao meio-ambiente, direitos humanos e a auditores fiscais, e solicitam ao governo federal que faça um plano de metas para a retirada de isenções tributárias. A retirada das isenções ainda precisaria ser autorizada em nova votação no Congresso.
Pelo relatório do senador Marcio Bittar, as medidas de corte de gastos seriam acionadas quando a administração pública chegar a ter 95% da receita corrente líquida comprometida com despesas. Quando as despesas chegarem a 85% das receitas, o poder público, de forma opcional, pode acionar as medidas de contenção de gasto, mas precisa de autorização do Legislativo. Após duas semanas de intensa polêmica e negociação, o emedebista retirou a desvinculação dos investimentos em saúde e educação, recuou da retirada dos repasses ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e excluiu o termo "equilíbrio intergeracional", que seria acrescentado ao trecho da Constituição que fala dos direitos sociais fundamentais de cada cidadão, como acesso à alimentação, saúde e educação. Na prática, em nome do equilíbrio intergeracional, alguns desses direitos poderiam ser relativizados. > Senado aprova em 1º turno PEC que permite volta do auxílio emergencial
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