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O líderes do governo Eduardo Gomes (Congresso), Ricardo Barros (Câmara) e Fernando Bezerra (Senado) [fotografo] Reprodução / Twitter / Ricardo Barros [/fotografo].
O governo federal tenta evitar que a votação do orçamento de 2021 pelo Congresso seja empurrada para o próximo ano. A primeira etapa regimental para que o assunto comece a ser discutido no Legislativo ainda não foi cumprida, que é a instalação da Comissão Mista de Orçamento (CMO).
O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), não descarta uma articulação para que o orçamento seja votado diretamente no plenário, sem ter que passar pela comissão, mas admite que a estratégia não deve ser bem recebida pelos congressistas. "Direto é possível, mas de difícil acordo", disse o líder ao Congresso em Foco.
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Normalmente, a comissão costuma estar definida no começo do ano, mas neste ano há uma disputa pela presidência da CMO. Acordo firmado no começo de 2020 definiu que o cargo seria do deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), aliado de Rodrigo Maia (DEM-RJ). No entanto, depois que DEM e MDB deixaram o bloco majoritário que fez a indicação, o líder do PP, Arthur Lira (AL), tenta emplacar no posto a deputada Flávia Arruda (PL-DF).
A disputa é uma espécie de antecipação do que deve acontecer na eleição para presidência da Câmara em fevereiro de 2021, quando um aliado de Maia deve enfrentar Arthur Lira.
Partidários da escolha de Elmar reclamam que o grupo de Lira quer descumprir o acordo estabelecido. Já os que preferem Flávia Arruda têm criticado Maia e o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), por agirem pela escolha de Elmar e só aceitarem a instalação da comissão com o deputado do DEM da Bahia na presidência.