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O general Eduardo Pazuello tomou posse nesta quarta-feira (16) como ministro da Saúde, depois de quatro meses como interino. Ele está no posto desde junho, apesar de ter assumido a informalmente em maio, após a saída de Nelson Teich. Sua confirmação à frente da pasta sinaliza continuidade das ações adotadas nos últimos meses.
“Literalmente, tivemos que trocar a roda do carro andando”, disse Pazuello em discurso. “Tivemos liberdade total para implementar as medidas que eram necessárias.” Seguindo a linha do presidente Bolsonaro, ele criticou o isolamento social. “Nós vimos que não era o melhor remédio, o ficar em casa esperando falta de ar”, disse. “O tratamento precoce salva vidas, por isso temos falado dia após dia: não fique em casa”, afirmou.
A cartilha do presidente Jair Bolsonaro, que entrou em embate com os dois ministros da Saúde antecessores, recomenda o uso da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19, apesar da ausência de confirmação científica acerca da sua eficácia.
Segundo Pazuello, no centro-sul do país a tendência de retomada é “muito clara” e será possível voltar à normalidade em breve. Ele defendeu que se deve conviver com a covid-19 com “naturalidade”, a exemplo do que ocorre com outras enfermidades cotidianas.
Pazuello elogiou o trabalho do corpo técnico da pasta e o Sistema Único de Saúde (SUS). “Montamos um time que trabalhou muito bem, aguentando a pressão nos momentos decisivos. Juntos, reestruturamos o ministério, adequamos protocolos e combatemos não só a covid, mas também as demais doenças que afligem o nosso povo”, complementou. “O receio de que o SUS entraria em colapso não existe mais. Isso não aconteceu e não vai acontecer”.
Em comunicado à imprensa, a pasta destacou que até o momento foram destinados R$ 83,9 bilhões para os estados e o Distrito Federal, sendo que R$ 25,7 bilhões foram distribuídos exclusivamente para ações no combate à covid-19.