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[fotografo]Romério Cunha/VPR[/fotografo]
Questionado nesta sexta-feira (28) sobre o bloqueio de cerca de R$ 60 milhões destinados ao Ibama e ICMBio, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se precipitou nas informações. Segundo Mourão, não houve contingenciamento, mas remanejamento de recursos dado que o governo busca uma fonte de financiamento para o auxílio emergencial e o Renda Brasil, programa que substituirá o Bolsa Família.
“O governo está buscando recurso para poder pagar o auxílio emergencial. É isso que eu estou chegando à conclusão. Então tá tirando recursos de todos ministérios. Cada ministério oferece aquilo que pode oferecer”, disse o vice, que preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal. “Não vai ser bloqueado os 60 milhões [de reais] aí entre Ibama e ICMBio, que são exatamente do combate do desmatamento e da queimada ligados à área do ministério.”
> Governo bloqueia R$ 60 milhões do Ibama e ICMBio e suspende combate a queimadas
O Ministério do Meio Ambiente informou que a partir da 0h da próxima segunda-feira (31) serão suspensas todas as operações de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia Legal, bem como todas as operações de combate às queimadas no Pantanal e demais regiões do país.
Segundo a pasta, a suspensão ocorrerá em razão do bloqueio financeiro da ordem de R$ 20,9 milhões no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e R$ 39,7 no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), totalizando R$ 60,7 milhões.
Ao comentar citação do chefe da assessoria especial do ministro da Economia, Esteves Colnago, Mourão disse que Salles “criou caso” de forma desnecessária. “Vamos esperar que agora ele reflita e chegue à conclusão que não foi a melhor linha de ação a que ele tomou e criou um caso aí que não era para ser criado.” Mourão afirmou, ainda, que conversou com Sales por telefone. “Ele tem que entender que não agiu da melhor forma.”
Sobre permanência do ministro Ricardo Salles no governo, Mourão disse que a decisão não compete a ele e evitou comentar. “O ministro Ricardo Salles é escolhido do presidente Bolsonaro. Então isso não compete a mim.”