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Bruno Funchal [fotografo] Ministério da Economia [/fotografo]
O economista Bruno Funchal vai assumir o comando do Tesouro Nacional quando Mansueto Almeida deixar o cargo, o que acontecerá, segundo o Ministério da Economia, no dia 31 de julho.
A informação foi confirmada pelo Congresso em Foco com um interlocutor próximo ao presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (15). Mais tarde nesta segunda, o Ministério da Economia confirmou o novo nome por meio de nota. Leia a íntegra mais abaixo.
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Funchal trabalha na Secretaria de Fazenda do Ministério da Economia e exerce o cargo de diretor de programa. Ele já foi secretário da Fazenda do Espírito Santo.
De saída do governo, o secretário especial do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, recebeu uma proposta em dezembro do ano passado para trabalhar em uma instituição financeira. A informação foi confirmada pelo Congresso em Foco com um interlocutor próximo do secretário.
O período coincide com a primeira vez que a saída de Mansueto foi mencionada por um integrante do governo. Na ocasião o secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, foi o primeiro a falar do assunto, o que irritou o secretário do Tesouro.
Em fevereiro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou temer que Mansueto deixasse o governo. "Se o cara estivesse no setor privado, estava ganhando uma fortuna, eu acho até que nós vamos perder ele brevemente."
Continuidade
Mansueto Almeida acredita que sua saída do governo não mudará o rumo do ajuste fiscal. Segundo disse em entrevistas que concedeu ao Correio Braziliense e ao Brazil Journal, o compromisso com o esforço fiscal tem como fiador o ministro da Economia, Paulo Guedes.
Isso não mudará, na avaliação dele, com a entrado do seu substituto. Mansueto atribuiu sua saída ao cansaço e ao entendimento de que a agenda pós-covid-19, incluídas aí as reformas tributária e administrativa, deve ser enfrentada por um secretário do Tesouro que fique até o fim do governo Bolsonaro.
Para ele, o engessamento do orçamento federal, com despesas obrigatórias, e a existência de comitês de governança do órgão, que atuam em parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU), também favorecem a continuidade do seu trabalho.