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Olavo de Carvalho em vídeo publicado no seu canal do YouTube [fotografo]Reprodução/Facebook[/fotografo]
Olavo de Carvalho voltou atrás no seu posicionamento político de apoiar Regina Duarte, recém-empossada à Secretaria Especial de Cultura do governo federal. O guru influente na gestão Bolsonaro utilizou, nesta quarta-feira (4), as redes sociais para justificar que apenas apoiou a indicação de Regina para impedir que a liderança da pasta ficasse nas mãos do cineasta Josias Teófilo, amigo de Olavo e diretor do filme "O Jardim das Aflições", que retrata o guru.
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Segundo Olavo, Teófilo que chegou a ser cotado para assumir o cargo, deve "fazer filmes" e não ocupar cargo público."No fundo, no fundo, só aplaudi a Regina Duarte numa tentativa de impedir que a Secretaria da Cultura fosse entregue ao meu amigo Josias Teófilo. O Josias nesse cargo seria bom para a burocracia esfatal [sic] e ruim para ele mesmo e para a produção artística", argumentou.
A declaração dada hoje por Olavo é um desdobramento de outras críticas que começaram na última segunda (2), após a publicação de notícias sobre a exoneração de oito servidores da pasta, alinhados a Olavo, a pedido da atriz. "Se a Regina Duarte quer mesmo se livrar de indicados do Olavo de Carvalho, a pessoa principal que ela teria de botar para fora do Ministério seria ela mesma", exaltou.
O guru ainda complementou dizendo que teve influência direta na escolha do presidente da república, Jair Bolsonaro (Sem partido) em nomeá-la para o cargo e que espera uma justificativa de Regina para a exoneração dos "olavistas". "Ao cogitar do seu nome para o posto, a primeira opinião que o sr. presidente da República quis ouvir a respeito foi a minha. Ela [Regina Duarte] decerto não me deve gratidão nenhuma por isso, mas me deve -- e estou cobrando em público -- uma confirmação ou desmentido desse zunzum", escreveu.