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Ex-presidente Lula
Para fugir da polarização e mostrar que existe eleição para além do bolsonarismo e do lulismo, a Rede Sustentabilidade, o PSB, o PDT e o PV estão em constante diálogo para montar uma frente progressista com o intuito de garantir a eleição de prefeitos e vereadores nas principais cidades do país em 2020.
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Com certa frequência tem havido reuniões entre Pedro Ivo (Rede), Carlos Lupi (PDT), Carlos Siqueira (PSB) e José Luiz Pena (PV) - todos presidentes de seus partidos -, para afinar a formação das chapas municipais. A informação foi checada pelo Congresso em Foco com seis fontes que estão participando direta ou indiretamente das negociações.
O PT tem tentado diálogo com os partidos e se mostra aberto a negociar para fazer parte dessa frente, porém, as agremiações não querem se unir com a sigla de Lula. "O PT está aberto a dialogar. Se isso acontecer sem o PT, não vai ter sucesso", disse reservadamente uma fonte petista ao site.
A frente progressista não tem evitado apenas o PT; Psol e PCdoB também estão sendo excluídos dos diálogos. "Eles são muito alinhados ideologicamente com o PT", explicou um membro do PSB.
"Eles não querem conversar com a gente, acho que isso é um erro", retrucou uma fonte do Psol para a reportagem.
Nos bastidores, quando as lideranças partidárias se reúnem, em especial do PSB e do PDT, a principal frase que se escuta é que "o PT quer um 'hegemonismo', o PT quer impor sua agenda", e é isso que tem afastado os outros partidos.