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O número de candidatos e candidatas declarados indígenas em eleições federais, apesar de tímido, apresentou aumento constante desde 2014. Foto: José Cruz/Agência Brasil
A 16ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) já tem data para acontecer. Segundo a deputada Joenia Wapichana (Rede-RR), de três a cinco mil lideranças indígenas devem estar em Brasília nos dias 27, 28 e 29 de abril. Dentre as principais pautas estão a defesa da Amazônia, demarcação de terras indígenas e luta contra o projeto de mineração em território indígena.
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Joenia é a primeira deputada federal indígena do país, e para ela, manifestações como o ATL são essenciais para combater os ataques do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) contra a democracia. "A ideia é dizer que nós não estamos alheios a qualquer ato que possa colocar em risco a democracia no país", declarou.
Para a deputada, o projeto de lei de mineração em terras indígenas, enviado pelo chefe do Executivo para a Câmara, sem o diálogo com os povos atingidos, é uma demonstração do autoritarismo do governo. "Ele [Jair Bolsonaro] prefere adotar do totalitarismo para dizer que tem que abrir as terras indígenas para os garimpos, que são inconstitucionais", declarou. "É absurdo vir de uma pessoa que é autoridade maior, tentar regularizar uma atividade que é ilegal", disse a deputada.
A parlamentar também relembrou os recentes ataques que o presidente tem feito contra o Congresso e os defensores do meio ambiente. "Ele tem feito várias declarações contra a democracia, contra o meio ambiente, contra a Amazônia", criticou a congressista.