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A cidade de Maceió vive mais uma situação de emergência por causa de uma mina da Braskem
Foto: Reprodução/Instagram
Os senadores integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Braskem aprovaram de forma unânime nesta terça-feira (21) o relatório do colegiado. No parecer, é pedido o indiciamento da Braskem segundo a Lei de Crimes Ambientais, incluindo a cúpula da empresa, pelo afundamento do solo de parte de Maceió, no estado de Alagoas.
O desastre na capital alagoana foi causado pela exploração de sal-gema em jazidas no subsolo, ao longo de décadas, pela Braskem. O sal-gema é um tipo de sal usado na indústria química. A CPI começou a funcionar depois do rompimento da mina 18 da Braskem, em Maceió em dezembro de 2023.
O relatório do senador Rogério Carvalho (PT-SE) imputa crimes ambientais aos executivos da mineradora para além da própria empresa. A CPI pede ainda que a Procuradoria Geral da República e a Polícia Federal investiguem outros possíveis crimes. Os oito nomes listados são:
- Marcelo de Oliveira Cerqueira, diretor geral da Braskem desde 2013;
- Álvaro César Oliveira de Almeida, diretor industrial da empresa (2010-2019);
- Marco Aurélio Cabral Campelo, gerente de produção da Braskem até 2011;
- Paulo Márcio Tibana, gerente de produção da empresa (2012 e 2017);
- Galileu Moraes Henrique, gerente de produção da Braskem (2018 e 2019);
- Paulo Roberto Cabral de Melo, engenheiro responsável técnico pela mineração da Braskem em Maceió (1976 e 2006);
- Alex Cardoso Silva, responsável técnico da empresa nos períodos (2007-2010 e 2017-2019); e
- Adolfo Sponquiado, responsável técnico da empresa no local da mineração (2011 e 2016).
- Paulo Raimundo Morais da Cruz, sócio fundador da empresa STOP Serviços Topográficos;
- Hugo Martins de Sousa, responsável técnico pela emissão de laudos topográficos repassados à Agência Nacional de Mineração; e
- Mônica Ballus, engenheira responsável pela tradução do documento produzido pela empresa.