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'CPMI não vai descambar para um circo', afirma Arthur Maia

Nesta manhã, Arthur Maia esteve na sede do comando do Exército, em Brasília, onde conversou com os comandantes das Forças.

23/8/2023
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Presidente da CPMI dos Atos Golpistas de 8 de Janeiro, deputado Arthur Maia (União-BA) Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas de 8 de janeiro , deputado Arthur Maia (União-BA), afirmou na manhã desta quarta-feira (23) que as reuniões do colegiado não irão se transformar em um "circo', em referência à confusão presenciada poucos horas antes na reunião do colegiado. Nesta terça-feira (22), a sessão foi encerrada depois de uma série de bate-boca entre os parlamentares. "Não vou permitir que a CPMI descambe para um palco de circo que não vai levar a local algum", afirmou. Nesta manhã, Arthur Maia esteve na sede do comando do Exército, em Brasília, onde conversou com os comandantes das Forças. O objetivo do encontro foi tratar da situação de militares investigados pela comissão, como é o caso do tenente-coronel  Mauro Cid, antigo ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. A CPI apura ainda  o contexto e a motivação das mensagens trocadas entre ele e o coronel Jean Lawand Júnior, membro do Estado Maior do Exército, em que o coronel cobrava o ajudante de ordens a respeito de uma articulação para convencer o ex-presidente a dar “a ordem” ao Exército em um momento em que sua militância exigia um golpe militar. Cid, que está preso desde maio, é investigado no inquérito que apura a falsificação dos dados no cartão vacinal do ex-presidente da República, além de participação nos atos antidemocráticos. " Sabemos que houve, sim, pessoas dentro do exército e na população que queria intervenção do Exército. É preciso aceitar a democracia", disse o presidente da CPMI, ao final do encontro. A  CPMI volta a se reunir na quinta-feira (24) para ouvir o depoimento de Luis Marcos dos Reis, sargento do Exército que integrava a equipe da Ajudância de Ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. Reis é apontado como responsável pela movimentação atípica de recursos financeiros que tiveram como destinatário o coronel Mauro Cid, ajudante de ordens de Bolsonaro. As informações estão em relatório de inteligência financeira (RIF) produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e enviado à CPMI no último dia 11.
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