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Eliziane quer depoimento de Mauro Cid na próxima terça. Veja previsão de cronograma

Depois de Mauro Cid, relatora quer ouvir Anderson Torres e ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal. Veja minuta

13/6/2023
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Áudio obtido pela PF revela uma conversa de Mauro Cid na qual houve a citação do valor de US$ 25 mil possivelmente pertencentes a Bolsonaro. Foto: Alan Santos / PR/
Preso desde o último dia 3 de maio, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante especial de Jair Bolsonaro, aparece como o primeiro depoente da CPMI dos Atos Golpistas em uma minuta da relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), com o cronograma das oitivas. De acordo com a relação, à qual o Congresso em Foco teve acesso (veja lista abaixo), Mauro Cid deve depor na próxima terça-feira (20). Dois dias depois está prevista a participação do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública Anderson Torres e do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques. "O Anderson Torres e o Mauro Cid são as pessoas que precisam iniciar as oitivas aqui na CPMI. Nós tivemos hoje a provação desses requerimentos. O resultado da audiência foi muito promissor e deixou claro que o alinhamento daquilo que foi proposto no plano de trabalho será seguido a partir dos requerimentos aprovados. Acredito que nós ouviremos os dois, que são nomes com uma relação muito direta com os fatos que se iniciaram no pós-eleição, em 30 dia outubro [de 2022] até dia 8 de janeiro [de 2023]", disse Eliziane Gama em entrevista coletiva à imprensa após a audiência. A senadora acrescentou que a vinda de Cid como primeiro depoente tem ligação com a operação deflagrada pela Polícia Federal que encontrou no celular do militar uma minuta com pedido de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) destinada às Forças Armadas. Apesar de não constar na primeira rodada de oitivas, a senadora não descartou a convocação de ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Gonçalves Dias, em um momento mais avançado das investigações. Lista O cronograma (veja abaixo) vem de uma lista que estava nas mãos de Eliziane durante a reunião da CPMI na manhã dessa terça-feira (13). A imagem da lista com os nomes foi registrada pelo Congresso em Foco. Os 15 nomes fazem parte da relação com 35 convocados pela CPMI. A sequência dos depoimentos precisa ser definida pelo presidente Arthur Maia (União-BA). Pela previsão da relatora, o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, será o último a depor nesta primeira leva, no dia 13 de julho. Em seguida o Congresso entrará de recesso e só volta no início de agosto. A CPMI pretende ouvir, antes, suspeitos de financiar os atos de 8 de janeiro e militares ligados a Bolsonaro, suspeitos de participar de uma trama golpista. Veja a minuta da relatora com a previsão dos depoimentos: 20/06 - Tenente-coronel Mauro Cid (ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro) 22/06 - Anderson Torres (ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF) e Silvinei Vasques (ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal) 27/06 - George Washington de Oliveira Sousa (condenado a nove anos e quatro meses de prisão por tentativa de atentado em posto de combustível próximo ao aeroporto de Brasília) e Valdir Pires Dantas Filho (perito criminal da Polícia Civil do Distrito Federal) 29/06 - Márcio Nunes de Oliveira (ex-diretor-geral da Polícia Federal) Ainesten Espírito Santo Mascarenhas (empresário suspeito de ser financiador) e Albert Alisson Gomes Mascarenhas (suspeito de participar dos atos) 04/07 - Jorge Eduardo Naime (ex-chefe do Departamento Operacional da Polícia Militar do Distrito Federal) 06/07 - Coronel Élcio Franco (coronel e ex-secretário do Ministério da Saúde) e Ailton Barros (capitão reformado do Exército preso em operação da PF em março, acusado de intermediar inserção de dados falsos em cartões de vacinação da covid-19) 11/07 - Diomar Pedrassani, José Carlos Pedrassani e Leandro Pedrassani (empresários suspeitos de financiar os atos golpistas) 13/07 - General Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional) O presidente da CPMI, deputado Arthur Maia, diz que ainda vai avaliar o cronograma dos depoimentos. "Comigo não há qualquer tipo de acordo dessa natureza, então, fiquem tranquilos de que não há qualquer conversa com essa presidência de quem vai designar a data de cada oitiva, de qualquer acordo que tenha se antecipado à decisão deste plenário", afirmou.
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