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Celular de Mauro Cid apreendido pela PF continha planos para golpe de Estado

Preso desde o início de maio, a Polícia Federal encontrou documentos que indicam golpe ao investigar o celular do tentente-coronel Mauro Cid.

7/6/2023
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Áudio obtido pela PF revela uma conversa de Mauro Cid na qual houve a citação do valor de US$ 25 mil possivelmente pertencentes a Bolsonaro. Foto: Alan Santos / PR/
A Polícia Federal encontrou documentos que continham planos para um golpe de Estado no celular do tentente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente. Preso desde maio, foi Cida quem falsificou dados de vacinação da própria família e da família de Jair Bolsonaro para entrar nos EUA. Os documentos encontrados no celular são uma minuta de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), operação militar que aciona as Forças Armadas para restaurar a ordem pública, e dados para subsidiar um golpe de estado. As informações são do jornal O Globo. O militar compareceu em mais um depoimento à Diretoria de Inteligência (DIP) da Polícia Federal, na terça-feira (6), e novamente ficou em silêncio. O intuito da PF era ouvir explicações de Cid sobre conversas com pessoas conectadas a Bolsonaro que tratavam de um golpe que impediria o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de assumir o cargo. A ordem para realizar a oitiva junto ao militar detido partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A PF queria saber quem montou as estratégias e estudos reunidas por Cid no celular para arquitetar o golpe. A documentação encontrada no celular foi obtida em conversas entre ele e o sargento Luis Marcos dos Reis, militar detido na mesma operação da PF que deflagrou as fraudes em cartões de vacinação no Ministério da Saúde. O sargento Reis deve ser ouvido nesta quarta-feira (6) pela PF.

Golpe das vacinas

No caso de Bolsonaro, os dados vacinais apresentam as mesmas falhas dos cartões de Mauro e Gabriela Cid: as duas doses foram aplicadas em Duque de Caxias, no endereço IP de João Carlos Brecha, com apenas um minuto de diferença entre o momento de aplicação da primeira e da segunda dose do imunizante cuja a bula exige um intervalo mínimo de uma semana. Os registros da Corregedoria-Geral da União (CGU) também colaboram para a tese de que Bolsonaro não recebeu as doses. “O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro não esteve no município de Duque de Caxias/RJ no dia 13/08/2022, data em que teria tomado a 1ª dose da vacina da fabricante PFIZER, permanecendo na cidade do Rio de Janeiro até seu retorno para Brasília/DF às 21h25min”, ressalta a PF.  

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