O Banco do Brasil comunicou nesta quinta-feira a exoneração de Expedito Veloso do cargo de diretor de Gestão de Risco. O Conselho de Administração da instituição decidiu ontem demitir ontem o funcionário, acusado de participação no escândalo da compra de dossiês. Outro envolvido no caso, Jorge Lorenzetti, também pediu demissão ontem. Ele era diretor do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc).
Expedido prestaria depoimento numa comissão interna do BB montada para apurar o caso, mas foi demitido antes de ser ouvido. Como é funcionário de carreira, o ex-diretor continuará empregado, mas vai passar por um período de quarentena. Nesse intervalo, receberá o mesmo salário que tinha quando ocupava o cargo: R$ 17 mil.
Expedito pediu afastamento na semana passada, quando seu nome foi vinculado ao escândalo dos dossiês. Ele é acusado de usar a estrutura do banco para negociar a compra de provas contra candidatos do PSDB. Para o lugar de Veloso, foi escolhido Rene Sanda, que era gerente do banco em Nova York há quatro anos.
Lorenzetti, apontado como um dos operadores do esquema do dossiê, estava afastado do Besc desde 1° de agosto, para participar da campanha do presidente Lula à reeleição. O banco não informou os motivos alegados pelo diretor para deixar o cargo. Disse apenas que ele agradeceu pelo apoio recebido dos funcionários durante sua permanência na instituição.
Conhecido como churrasqueiro de Lula, Lorenzetti foi indicado para o cargo pelo próprio presidente. Ele assumiu a diretoria em março do ano passado. O Besc é controlado pela União e tem ativos de R$ 4,2 bilhões.
Expedito e Lorenzetti são afastados do BB e do Besc
28/9/2006
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