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Líquido vermelhos para simular sangue durante ocupação do MST no Ministério da Agricultura [fotografo] Reprodução [/fotografo]
No início da manhã desta segunda-feira (9), cerca de 3.500 mulheres do Movimento Sem Terra (MST) ocuparam a sede do Ministério da Agricultura, em Brasília. O ato é uma resposta à realização de "uma distribuição de titularidades individuais dos lotes de terra para os assentados de reforma agrária, a chamada titularização das terras, que visa a privatização das áreas; os cortes nos investimentos públicos; e a liberação desenfreada de agrotóxicos pelo governo Bolsonaro", diz nota da entidade.
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Após pouco mais de uma hora de ocupação e diversas intervenções, como o derramamento de um líquido Vermelho simulando o sangue das trabalhadoras Sem Terra, as mulheres deixaram o espaço e fizeram uma caminhada pela Esplanada dos Ministérios até a entrada do Congresso Nacional. O grupo então se dissipou e cada comitiva retornou para seu estado, porém, a caravana do Piauí foi detida pela Polícia Federal, junto com sua advogada. O grupo foi liberado somente no início da tarde.
"É claramente uma ação de intimidação contra quem apoia os movimentos e contra quem luta", declarou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
A advogada Barbara Luandy Freitas de Souza foi apontada pelos policias como responsável pela ocupação do ministério, o que é negado por membros do MST. Até o momento não aconteceu o indiciamento de nenhum dos envolvidos.