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Irmão de Bolsonaro teria atuado para destituir diretórios paulistas.
[fotografo] Reprodução / Faceboook / Renato Bolsonaro [/fotografo]
A representação contra o líder do PSL na Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro (SP), cita que o seu tio e irmão do presidente da República, Jair Bolsonaro, Renato Bolsonaro fez pressão para destituir diretórios municipais paulistas já consolidados para acomodar aliados da família Bolsonaro. Assim como Eduardo, Renato Bolsonaro também é alvo de pedido de expulsão.
O documento, que o Congresso em Foco teve acesso, afirma que Renato Bolsonaro se identificava como "representante regional do PSL". Ele é apontado como corresponsável pelo que o texto classifica como má administração do PSL de São Paulo. Também é citado o deputado estadual e ex-funcionário dos Correios Gil Diniz (PSL-S), conhecido como "carteiro reaça".
Ao falar do irmão do presidente da República, a representação reproduz reclamação de Walter Alves Moreira Filho, da cidade paulista de Pedro de Toledo:
"Após homologação do diretório passamos a sofrer pressão do próprio PSL através do sr. Renato Bolsonaro, que dizendo representante regional do partido, nomeado pelo Eduardo Bolsonaro, que começou a agir como ditador e não como político, destruindo vários diretórios sem nenhuma reunião ou comunicação de qualquer forma, desconsiderando todo o trabalho anteriormente realizado. Está colocando nos diretórios e nas comissões pessoas que não são da cidade e nunca tiveram nenhum compromisso com o partido".
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A atuação sobre os diretórios dos municípios de São Paulo é o principal motivo alegado pelo documento para destituir o comando de Eduardo do PSL no estado.
A solicitação foi recebida pelo presidente do PSL, Luciano Bivar, e Eduardo deve ser notificado ainda nesta quinta. Depois de notificado, o deputado tem cinco dias úteis para apresentar a defesa.
O documento é assinado pelos deputados Abou Anni, Coronel Tadeu, Júnior Bozzella, e pelo senador Major Olimpio, todos dos PSL paulista.
"A reação do 'diplomata' Eduardo Bolsonaro' mostrou-se totalmente contrária aos interesses do partido e evidencia que ele coloca seus interesses pessoais na frente dos interesses partidários", consta no documento sobre a mensagem compartilhada no Twitter. Também são mencionados depoimentos de membros do PSL, que segundo a peça estavam no partido antes do presidente Jair Bolsonaro e seu grupo político, e que perderam o comando de diretórios do PSL. A crise na sigla foi destacada pelo Congresso em Foco em setembro, quando deputados revelaram ao site que a situação dentro do partido era de racha e possível debandada. O clima piorou no dia 8 de outubro, quando Bolsonaro disse para um seguidor esquecer a sigla e que o presidente do partido, Luciano Bivar, estava queimado. Desde então, aliados de Bolsonaro e de Bivar travam uma disputa interna. A última delas, acirrada desde ontem, é pela função de líder da bancada na Câmara [caption id="attachment_401068" align="alignleft" width="640"]Nos locais em SP onde houver judicialização do PSL municipal apoiaremos candidatos de outros partidos ou ninguém, simples. Não vamos apoiar alguém só porque é do PSL, nosso público não é assim.
E seguiremos derrubando diretórios não alinhados. — Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) October 4, 2019