Publicidade
Expandir publicidade
[caption id="attachment_322034" align="aligncenter" width="512" caption="Marilda gasta mais de R$ 400 por mês em passagens de ônibus"]
<< O grito inconformado de um usuário de ônibus de Brasília
Coordenador-geral da ONG Rodas da Paz, Bruno Leite acredita que a solução para desafogar o transporte público do DF passa pela valorização das pessoas, e não dos veículos. “Brasília ainda prioriza o transporte individual. Hoje, uma cidade moderna tem que ter como foco transportar pessoas, e não veículos. O transporte público, seja o metrô, o ônibus, ou mesmo o transporte ativo, que é a bicicleta ou o pedestre, é muito mais eficiente em termos de deslocamento de pessoas do que o carro. As grandes obras de Brasília hoje, na parte de mobilidade, ainda são voltadas para os carros. A partir do momento que ela não dá um transporte coletivo de qualidade, as pessoas acabam se vendo obrigadas a utilizar o carro”, avalia. Perda de espaço É o que confirma a pesquisa “Mobilidade da População Urbana 2017”, realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). De acordo com o levantamento, o ônibus já deixou de ser usado como principal meio de transporte por 38,2% da população do país. As principais razões apontadas foram a falta de flexibilidade dos serviços ofertados, o alto preço das tarifas e o desconforto do sistema de transporte público. No DF, essa desproporção é ligeiramente maior. Quatro em cada dez brasilienses usam o carro para ir ao trabalho, o equivalente a 41%. O transporte coletivo aparece em segundo lugar, com 38% da preferência. Os dados são da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD), feita pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). Procurada pelo Congresso em Foco, a Secretaria de Mobilidade (Semob) informou que trabalha em conjunto com a Subsecretaria de Fiscalização, Auditoria e Controle (Sufisa) para identificar as linhas de ônibus que apresentam problemas. Caso alguma das normas seja descumprida, a empresa responsável é autuada. A população também pode relatar os problemas para a Ouvidoria do GDF, ligando para o 162. Afirmou também que foram criadas 64 linhas de ônibus no Distrito Federal desde 2015 por meio do programa Circula Brasília. Os itinerários desses coletivos atendem regiões administrativas como Brazlândia, Ceilândia, Guará, Paranoá, Riacho Fundo II e Santa Maria. Desse total, 21 são de 2015; 13, de 2016, e 30, de 2017. Sobre o horário dos ônibus, a assessoria da Semob afirmou que as informações se encontram disponíveis no site do DFTrans. Acrescentou ainda que o GPS na frota de Brasília, para monitorar o trajeto dos veículos, está em fase de implementação, e ainda dentro do prazo estabelecido pelo Governo do Distrito Federal.
<< Transporte coletivo em Brasília será tema de debate neste sábado em Santa Maria << Projeto de iniciativa popular quer tornar Câmara Legislativa do DF mais barata