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O presidente Jair Bolsonaro sancionou nessa quarta-feira (18) a lei que cria o programa Médicos pelo Brasil. Substituto do Mais Médicos, o programa prevê 18 mil médicos no atendimento da saúde básica em todo o país. Os cubanos que foram desligados do governo com o fim do Mais Médicos poderão preencher essas vagas nos próximos dois anos. Porém, Bolsonaro vetou a proposta do Congresso que permitia a realização do Revalida em universidades privadas e ajudaria esses e outros profissionais a revalidarem seus diplomas médicos no Brasil. Veja a íntegra da lei abaixo.
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De acordo com a lei sancionada por Bolsonaro, o Médicos pelo Brasil vai ampliar em 7 mil vagas a oferta atual de médicos nos municípios de pequeno porte que ficam afastados dos grandes centros urbanos. O primeiro edital para seleção dos profissionais deve ocorrer ainda no primeiro trimestre de 2020, para que os primeiros selecionados comecem a trabalhar em abril do próximo ano. Os selecionados terão dois anos para realizar curso de especialização em medicina de família e comunidade e vão receber uma bolsa de formação de R$ 12 mil mensais, além da gratificação de R$ 3 mil para locais remotos ou R$ 6 mil para distritos indígenas, localidades ribeirinhas e fluviais.
Os médicos cubanos que vieram ao Brasil para participar do Mais Médicos, programa lançado no governo Dilma que foi encerrado por Bolsonaro no início do ano, poderão voltar a atuar no Brasil através do Médicos pelo Brasil desde que ainda estejam residindo no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de dois mil médicos cubanos continuam aqui e poderão se reinserir no atendimento da saúde básica. Eles terão, contudo, dois anos para revalidarem seus diplomas e o governo não aprovou as regras do Revalida da forma como elas saíram do Congresso.
A ideia do Congresso era determinar uma periodicidade para a realização do Revalida, além de permitir que esse exame fosse realizado por universidades privadas. Bolsonaro, contudo, vetou esse último ponto, deixando a aplicação do Revalida apenas às universidades públicas. Essas universidades devem aplicar o Revalida duas vezes ao ano, segundo a nova lei. Veja a íntegra da legislação: