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AGU e Ibama apresentaram cinco ações civis contra responsáveis por queimadas na Amazônia. Todas foram em municípios líderes em desmatamento. Foto: Pixabay
Dados do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) mostram uma ligação entre a não utilização dos recursos disponíveis para a prevenção do desmatamento e queimadas, com o aumento deste tipo de crime em 2019. Segundo o levantamento, de 01 janeiro a 26 de novembro de 2019, o governo utilizou apenas 9% dos valores disponíveis, o que equivale a R$ 40 milhões dos R$ 446 milhões autorizados para o Programa de Mudanças Climáticas.
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Para ambientalistas, a Prevenção e Controle de Incêndios Florestais, que faz parte do programa, é a principal ação orçamentária do Ibama para o assunto. O orçamento já havia tido uma queda de R$ 63 milhões em 2018 para R$ 45 milhões em 2019, o que já teria potencial para acarretar em um aumento nos números de incêndios. Porém, o governo utilizou até o momento apenas R$ 28 milhões deste total.
Segundo dados do Greenpeace, de 01 janeiro a 20 de agosto, as queimadas na Amazônia foram 145% superior ao registrado no mesmo período de 2018.