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"As pessoas de bem que estão inconformadas com tamanha roubalheira e desordem político-institucional não podem se dar por vencidas"
“É na urna que os brasileiros são, realmente, todos iguais. A almejada igualdade nos direitos e deveres, de forma que não haja qualquer distinção entre as pessoas pelos cargos que ocupam, mais do que nunca, deve ser expressa na hora de escolher nossos representantes”
No dia 7 de outubro terminou o prazo para a esperada e ao mesmo tempo temida reforma política. Agora, estamos a menos de um ano para as eleições de 2018. Com isto, nenhuma nova alteração na legislação poderá mudar as regras da disputa eleitoral. Tenho acompanhado e me manifestado sobre o tema, inclusive em colunas anteriores. Sabemos a importância do pleito do próximo ano e a expectativa da sociedade sobre o futuro do nosso país e a retomada do crescimento. Daí a necessidade de acompanharmos de perto os movimentos do Congresso, o que temos feito.
Ainda no primeiro semestre, afirmei que a reforma estava sendo conduzida por aqueles que desejam manter privilégios e o controle dos partidos políticos, e sem o debate aberto e franco com a sociedade. Mais recentemente, ponderei que os eleitores não querem grandes superproduções audiovisuais, mas sim grandes projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável. O recado das ruas, que para muitos é claro, parece não atingir a maioria dos que ocupam assentos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Nesta reta final do prazo, chegou-se a um acordo para aprovar a criação de um fundo eleitoral para financiar as campanhas do ano que vem. A pressão popular pode ter reduzido a voracidade dos parlamentares, mas o volume de recursos destinados ao custeio das campanhas chegou próximo de R$ 2 bilhões. Um absurdo. Além disso, o fim das coligações para deputados e vereadores foi aprovado, mas só a partir de 2020. A cláusula de barreira já começa a valer a partir do ano que vem.
<< Participação popular: entre a repulsa aos políticos e a mobilização políticaSem entrar no mérito da qualidade das alterações, o fato é que tivemos mais uma “minirreforma”, sem atacar os problemas estruturais e sem ouvir a maior interessada no debate, que é a população. Este cenário nos coloca a seguinte questão: se o Congresso não demonstra capacidade e legitimidade para conduzir mudanças significativas na forma como fazemos política no Brasil, então quem pode conduzi-las? [caption id="attachment_311640" align="alignright" width="300" caption=""As pessoas de bem que estão inconformadas com tamanha roubalheira e desordem político-institucional não podem se dar por vencidas""]
<< Do mesmo autor: Campanha eleitoral olho no olho, sem marqueteiros nem megaproduções << Leia outros artigos do deputado distrital Chico Leite (Rede)