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ONGs ambientalistas revidam acusação

12/7/2005
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Edson Sardinha

A acusação do deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR) de que o Word Wild Fund For Nature (WWF) e o Greenpeace estariam agindo em defesa de “interesses econômicos e internacionais”, ao se posicionarem contra a proposta de mudança do Código Florestal, provocou indignação entre representantes das duas organizações não-governamentais.

A assessora de Políticas Públicas do WWF, Ludmila Caminha Barros, disse que a entidade é “brasileira, composta por conselheiros brasileiros e defende os recursos naturais brasileiros”, apesar de fazer parte de uma das maiores redes de proteção ambiental espalhadas pelo mundo.

“Pessoas como o deputado Micheletto não têm como desqualificar o trabalho da gente e inventam esse tipo de acusação infundada. Isso é um blá-blá-blá de quem não tem proposta concreta para promover o desenvolvimento econômico e sustentável”, retrucou. “Caso eles desengavetem a medida provisória, estaremos preparados para defender aquilo que é prioritário para a sociedade brasileira e não para o setor econômico que promove a degradação ambiental”, disse a representante do WWF.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o Greenpeace classificou como falsa a declaração feita pelo deputado. “Os recursos para nossas campanhas são provenientes de doações de pessoas físicas; portanto, não temos nenhuma ligação com governos ou empresas”, respondeu uma das assessoras de imprensa da organização instalada no Brasil há dez anos.

Ela associa a acusação às manifestações coordenadas pela entidade durante a edição da Medida Provisória do Código Florestal, há quatro anos, em oposição à proposta de Micheletto.

Colaboraram: Sônia Mossri e Viviane Nunes

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