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[caption id="attachment_282132" align="aligncenter" width="553" caption="Deputados buscam assegurar a aposentadoria pelas regras atuais do PSSC"]
O ex-deputado Vilson Covatti (PP-RS) cumpriu dois mandatos na Câmara, entre 2007 e 2015. Está agora tentando conseguir tempo de contribuição suficiente para conseguir a aposentadoria. Ele ingressou no PSSC em novembro de 2015 e já conseguiu aprovar a averbação de 17 anos e 11 meses pelos mandatos de deputado estadual e de vereador em Frederico Westphalen (RS). Acrescentou a isso três anos de mandato de deputado federal, ao custo de R$ 205 mil, porque que está recuperando o período em que não era filiado ao plano dos congressistas. Mas isso tudo custa um bom dinheiro.
Covatti conta como está o processo: “Averbei dois mandatos. Não consegui todos, não tinha dinheiro para pagar, é muito caro. Barbaridade!” Ele relata os próximos passos: “Posso somar com o que recolhi no INSS. Agora estou juntando as certidões, anos de advogado, professor. Vou ter que continuar pagando até completar os 35 anos”.
“Daqui pra frente”
O deputado Paulo Feijó (PR-RJ) considera necessária a reforma da Previdência, embora ache algumas medidas muito “pesadas”. “As mudanças
têm que ser feitas, mas são medidas pesadas. Que não seja os 49 [tempo de contribuição para a aposentadoria integral], mas alguma coisa deve ser feita. Hoje, o buraco está muito grande e, daqui a pouco, ninguém mais recebe nada, vai quebrar tudo”. Sobre a adequação do plano dos congressistas às regras da reforma, afirma: “Tem que se adequar, daqui para frente, tem que se adequar. Não pode os deputados manterem essetipo de previdência no momento em que o Brasil passa por essa dificuldade. Mas eu sou de acordo que os direitos adquiridos têm que ser preservados. Agora, daqui pra frente, engloba todo mundo”.
Aos 60 anos, ele está no quinto mandato e está tentando a averbação de seis anos como vereador em Campos (RJ). “Eu pedi, mas não paguei. Eu pedi por causa de
quê? Pra não deixar isso pra depois. Agora, eu tenho que pagar. É na faixa de uns R$ 500 mil. Mas eu não tenho esse dinheiro. Eu tenho que vender um patrimônio meu pra pagar”. Ele acrescenta que também pagando um “atrasadozinho” de um mandato de deputado federal.
Ainda falta algum tempo para completas os 35 anos de contribuição, mas ele vai usar um tempo da Rede Ferroviária. “Tenho 38 anos de Rede. Isso eu vou somar para completar os 35 anos. O que acontece? A política é muito cruel, é um jogo pesado. Se não tenho essa aposentadoria, eu iria me aposentar praticamente na Previdência, R$ 5 mil no teto. Mas isso é o preço que a gente paga na política”.
Amanhã: Com direito a reaposentadoria, plano de previdência custa R$ 144 mi ao ano
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