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Autor do PL 2630/2020, Alessandro Vieira avalia que o projeto enfrenta obstáculos mais sérios do que o discurso de Zuckerberg sobre regulação. Foto: Pedro França/Agência Senado
O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), pré-candidato à Presidência, admitiu ao Congresso em Foco que pode desistir de sua pré-candidatura à Presidência da República em favor da construção de uma federação partidária bem sucedida entre o Cidadania e outros partidos. Atualmente, o senador aparece com cerca de 1% das intenções de voto nas pesquisas.
"Desistiria sem problema nenhum desde que, haja regras claras. Caso contrário, vira uma adesão a personalidades. Hoje, ninguém tem uma colocação em pesquisas qualitativas e quantitativas de um tamanho que dê certeza de que é o melhor candidato [de terceira via]", disse.
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Nos últimos dias, o Cidadania começou a negociar com o PSDB a formação de uma federação de partidos. As negociações foram feitas pelo presidente do Cidadania, deputado Roberto Freire (SP), e o candidato do PSDB à Presidência e governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
Além dos tucanos, a sigla do senador conversa com o Podemos, PDT e MDB. Todos estes possuem pré-candidatos à presidência da República. Sergio Moro, pelo Podemos; João Doria pelo PSDB; Ciro Gomes pelo PDT e Simone Tebet pelo MDB.
Uma vez unidos, um dos candidatos à presidência precisaria abrir mão da campanha para seguir a legenda.
Segundo Vieira, o plano do Cidadania transcende as uniões estudadas pela esquerda, como é o caso da possível união entre PT, PSB, PCdoB e PV. Das quatro siglas, apenas o PT possui pré-candidato ao Planalto: Luiz Inácio Lula da Silva.
"É diferente da federação de esquerda que está sendo discutida em torno do Lula. O Lula tem um tamanho que deixa muito claro que não tem nenhum outro pré-candidato nos outros partidos", disse ao Congresso em Foco.
O senador também afirma querer garantir "opções" aos brasileiros, além do eixo Lula e Bolsonaro.
"O objetivo é garantir que os brasileiros uma alternativa pra quem não quer a volta do Lula e quem não quer a permanência de Bolsonaro. Temos que apresentar alternativa que fazem os projetos reais no Brasil", concluiu.