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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Vilson Antonio Romero*
Num território emoldurado por montanhas, geleiras e fiordes, a Noruega abriga 5,4 milhões de habitantes, um Produto Interno Bruto (PIB) per capita de mais de US$ 80 mil e ponteia o ranking do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,957.
A classificação do desenvolvimento humano de 189 países e territórios reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) considera três variáveis, ainda com os dados de 2019 (pré-pandemia): renda, educação e saúde. Quanto mais próximo de 1 o índice, melhores as condições de vida dos habitantes de uma nação.
Na posição 168, com IDH de 0,512, o Pnud registra o Senegal, porta de entrada da África subsaariana, com suas savanas e belas praias. A ex-colônia francesa de mais de 15 milhões de habitantes contabiliza um PIB per capita de cerca de US$ 3,7 mil.
Entre a capital senegalesa, Dacar, e Oslo, a metrópole escandinava, bem na metade do caminho do desenvolvimento mundial, encontramos o Brasil, na posição 84, cinco postos a menos do que em 2018, com um IDH de 0,765.
Apesar de ter crescido um pouco nos indicadores de saúde, escolaridade e renda avaliados, outros países subiram mais, por isso a queda de posição. E o pior de tudo é que os efeitos da pandemia ainda não foram computados.
Em 2019, a expectativa de vida era de 75,9 anos, um pouco maior que a anterior (75,7). Já a renda per capita anual saiu de US$ 14.182 em 2018 para US$ 14.263.
Mas o que freou mesmo a aclividade foi o lento avanço na educação onde a média de anos de estudo passou de 7,8 anos em 2018 para somente 8 anos em 2019.
Na América Latina, entre 12 países, outra metade de estrada, pois, na sexta posição, o Brasil permanece atrás de, pela ordem, Chile (0,851), Argentina (0,845), Uruguai (0,817), Peru (0,777) e Colômbia (0,767).
Mas nem tudo é notícia ruim, apesar de o cenário não apresentar muito alento: o Pnud acrescentou um novo indicador, de caráter ambiental, quantificando as emissões de dióxido de carbono e a pressão do homem sobre os recursos naturais do planeta para promover avanços