Publicidade
Expandir publicidade
Plenário da Câmara dos Deputados [fotografo]Pedro França/Agência Senado[/fotografo]
PT e PSL polarizaram as eleições gerais de 2018: além de disputarem o segundo turno no embate entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, foram os partidos que elegeram as maiores bancadas da Câmara dos Deputados - o que garantiu às legendas generosas fatias dos fundos eleitoral e partidário. O protagonismo de 2018 e os cofres cheios, entretanto, não foram suficientes para evitar as dificuldades que o PT e o PSL enfrentam na disputa municipal deste ano.
Um dos indicadores que apontam essas dificuldades é a relação entre o tamanho da bancada e a quantidade de candidatos lançados. O dado foi mostrado em primeira mão pelo Farol Político, publicação semanal de análise política do Congresso em Foco.
De modo geral, os números mostram que o tamanho das bancadas na Câmara mantêm certa correspondência com o número de candidatos nas eleições municipais.
Dos 33 partidos, só 13 apresentam um descasamento maior que 1% (em valores absolutos) entre a participação da sigla na composição da Câmara e o número de candidaturas. Bancadas maiores apresentam chapas municipais relativamente mais numerosas, e vice-versa: as bancadas menores têm menos candidatos. Segundo as pesquisas, entre as 26 capitais estaduais, o PT só lidera em Vitória, com o ex-prefeito João Coser. O PSL não aparece à frente em nenhuma delas.
Chamam a atenção as diferenças para PT (-4,84%) e PSL (-5,98%), que possuem bancadas de deputados federais bastante mais significativas do que sua participação no número de candidaturas municipais.
Isso sugere, segundo os analistas do Farol, que PT e PSL enfrentaram dificuldades reais para encontrar candidatos para a disputa, já que são os partidos que mais recebem recursos do fundo partidário. Em outras palavras: notam-se aí possíveis sinais de declínio – ou, no mínimo, de uma má fase – das duas legendas.