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Ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo [fotografo]Rafael Carvalho/Governo de Transição[/fotografo]
O ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, respondeu às críticas do embaixador da China no Brasil, diante das ofensas proferidas pelo filho do presidente e deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Para Ernesto, o embaixador chinês precisa pedir desculpas ao Brasil. Na última quarta (18), Eduardo responsabilizou o maior parceiro comercial do Brasil pela pandemia do coronavírus.
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A Embaixada da China no Brasil reagiu de maneira dura aos ataques feitos pelo filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e disse que o episódio terá consequência na relação entre os dois países. "As suas palavras são extremamente irresponsáveis e nos soam familiares. Não deixam de ser uma imitação dos seus queridos amigos. Ao voltar de Miami, contraiu, infelizmente, vírus mental, que está infectando a amizades entre os nossos povos", escreveu o perfil oficial da embaixada.
O embaixador Yang Wanming usou sua conta pessoal para cobrar de Eduardo que "retire suas palavras imediatamente" e peça desculpas ao povo chinês. Adiantou, ainda, que vai manifestar sua indignação junto ao Itamaraty e à Câmara dos Deputados.
A China puxou o resultado do superávit brasileiro em 2019. Entre janeiro e outubro do ano passado, o saldo da balança comercial foi de US$ 34,9 bilhões. Desse total, US$ 21,4 bilhões vieram de negócios com chineses, conforme o Indicador do Comércio Exterior (Icomex), da Fundação Getulio Vargas (FGV).
"A atitude não condiz com a importância da parceria estratégica Brasil-China e com os ritos da diplomacia. Em nome de meus colegas, reitero os laços de fraternidade entre nossos dois países. Torço para que, em breve, possamos sair da atual crise ainda mais fortes", afirmou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que entrou em campo para tentar apaziguar essa crise.
Porém, com o tom imposto pelo representante do Itamaraty, a tendência é de que a crise se aprofunde.