Quebra da placa em novembro de 2019
A exposição Resistir no Brasil, que exaltava a existência e resistência negra no país, sofreu, na tarde do dia 19 de novembro de 2019, um ato de depredação por parte de um parlamentar do PSL. O deputado Coronel Tadeu (PSL-SP) quebrou uma arte que visava levar a conscientização contra o genocídio das pessoas negras. Na imagem, um homem negro com a camisa do Brasil aparece algemado e morto no chão, enquanto um policial se afasta do local. A ilustração vem acompanhada de um texto com o título: "O genocídio da população negra". Antes da confusão, o Congresso em Foco havia entrevistado o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), que ficou conhecido por quebrar a placa em homenagem vereadora Marielle Franco. Para Daniel, a imagem é uma afronta para a polícia e não representa a realidade.Letalidade policial
A parte da exposição dedicada a polícia do Rio de Janeiro tem uma exceção se comparada a de outros estados: ela não traz números positivos da PM carioca. Os dados exibidos são de 2018, que demonstram que foram mortos 343 policiais naquele ano. Em 2019 somente a polícia do Rio de Janeiro matou 1.546 pessoas, isto contando apenas até outubro.
Jenifer Gomes, Kauan Peixoto, Kauã Rozário, Kauê dos Santos, Ágatha Félix e Ketellen Gomes, todos são crianças com idades entre cinco e 12 anos que foram mortas em ações policiais no estado.
Em São Paulo a Polícia Militar matou, de janeiro a outubro, 697 pessoas, segundo dados da Ouvidoria das Polícias.
Trazendo dados do mesmo ano exposto na mostra da Câmara, é possível ver que em 2018 a violência policial aumentou 19,6% em relação a 2017. Foram 6.220 pessoas mortas por policiais militares e civis em 2018.
75,4% das vítimas foram negras, 81,5% com estudo até ensino fundamental, 99,3% eram homens e 33,6% tinham entre 20 e 24 anos. Os dados são do Atlas da Violência produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
> Que em 2020 não se exclua ninguém