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Ministro Sergio Moro. [fotografo]Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil[/fotografo]
Lauriberto Pompeu
Senadores e presidentes de partidos falaram nesta quinta-feira (25) ao Congresso em Foco sobre a prisão temporária de quatro hackers suspeitos de acessar as mensagens do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.
O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), classificou como "cortina de fumaça " a Operação Spoofing, da Polícia Federal.
De acordo com o petista, a PF age a mando de Moro para descredibilizar o conteúdo revelado nas matérias do site Intercept, que revelou que o ex-juiz atuava em conluio com os procuradores da Lava Jato na condução da operação.
No entanto, o senador acredita que a prisão dos acusados de invadirem as mensagens não terá repercussão negativa sobre divulgação das mensagens entre Moro e procuradores. "Não creio que terá repercussão, porque eles não provam a adulteração [do conteúdo das mensagens divulgado pelo Intercept]", disse.
Humberto Costa declarou que a única maneira de invalidar as mensagens vazadas de Sergio Moro seria a proibição da divulgação.
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O Intercept usa o sigilo de fonte para evitar falar sobre a origem das mensagens vazadas. Não há confirmação que os hackers tenham relação com o conteúdo relatado pelo site.
O relator do pacote anticrime de Moro na CCJ (Comissão e Constituição e Justiça) do Senado, Marcos do Val (Cidadania-ES), disse que recebeu com felicidade a prisão dos hackers e se mostrou surpreso com o fato de eles estarem residindo no Brasil.
"Era só questão de tempo. Isso mostra que o Intercept não tem critérios, para mim é um receptador, assim como temos receptadores de furtos, de materiais roubados. Os receptadores em todas as áreas são quem geram o comercio criminoso", afirmou.
O senador do Cidadania também criticou o modo como o Intercept divulgou as mensagens: "não tem cabimento ficar sob o manto da liberdade de imprensa e achando que essa liberdade é a qualquer dimensão até o ponto de cometimento de um crime".
O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) acredita que impendente da investigação, o conteúdo das mensagens divulgadas precisa ser explicado.
"Uma coisa é o hackeamento criminoso que deve ser apurado e rigorosamente punido. Outra é o conteúdo que demonstra não relações privadas, mas sim conteúdo de interesse público, que deve ser esclarecido", declarou.