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Deputada que teve marido preso após impeachment se diz "atordoada"

20/4/2016
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A deputada Raquel Muniz (PSD-MG) diz estar “atordoada” e “chateada” com a prisão do marido, o prefeito de Montes Claros (MG), Ruy Muniz, na última segunda-feira (18), um dia após ela ter elogiado o companheiro durante a votação do impeachment na Câmara. “Meu voto é para dizer que o Brasil tem jeito. E o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com sua gestão”, declarou a deputada antes de dedicar o voto à sua família e ao Norte mineiro, repetir “sim” diversas vezes e se agitar com uma bandeira do Brasil. No comunicado, Raquel afirma que mantém os elogios ao marido, "um gestor íntegro, ético e que preza pela transparência das suas ações", que sofre com um ato de injustiça, segundo ela. A prisão de Ruy, na avaliação dela, é ilegal por ele não oferecer “risco à ordem pública, nem perigo de fuga e nem haver qualquer indício de obstrução da justiça". A deputada afirma ter “a plena certeza de que a verdade prevalecerá". Ela voltou a defender sua posição no último domingo. "Acredito que o meu voto, na noite do dia 17 de abril, foi um voto consciente, e mais: foi um voto responsável, pois vai ajudar na reconstrução do Brasil e devolver o nosso país aos trilhos do desenvolvimento", afirmou. O prefeito de Montes Claros foi preso acusado de prejudicar o funcionamento de hospitais públicos em favorecimento a uma rede particular administrada por sua própria família. A secretária municipal de Saúde também foi presa pela Operação “Máscaras da Sanidade II — Sabotadores da Saúde”. Os dois estão em presídios de Minas Gerais. Veja o vídeo em que a deputada elogia o marido: [video player="youtube" largura="440" altura="360"]xMJpyY68vgU[/video]   Veja a íntegra da nota de Raquel Muniz: "Meus amigos, confesso que fiquei atordoada e muito chateada com tudo o que aconteceu. Precisei de um dia para tomar ciência do que se passava, respirar fundo e não desistir. Eu e Ruy sempre soubemos o que poderia acontecer com a gente quando entrássemos para a política, mas jamais que chegaria a esse ponto. No entanto, não vamos nos intimidar em busca de um Brasil, de uma Minas e de um Montes Claros cada dia melhor. Por isso, reitero cada uma das palavras ditas no dia 17 de abril durante a votação para aceitar o processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff. Montes Claros tem um gestor íntegro, ético e que preza pela transparência das suas ações. Não há razão jurídica para a prisão preventiva do meu marido, o prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz, por não haver risco a ordem pública, nem perigo de fuga e nem haver qualquer indício de obstrução da justiça. Há, sim, razões de outras ordens, não republicanas, que justificam essa investigação. O meu marido, ao contrário do que está sendo amplamente noticiado, não teve a prisão decretada por motivos de corrupção e quem teve o senso ético de buscar a verdadeira motivação na decisão judicial pode verificar isto. Todas as providências jurídicas cabíveis já foram tomadas e tenho a plena certeza de que a verdade prevalecerá. Acredito que o meu voto na noite do dia 17 de abril foi um voto consciente e mais: foi um voto responsável pois vai ajudar na reconstrução do Brasil e devolver o nosso país aos trilhos do desenvolvimento. Somos pessoas de bem e estamos à disposição da justiça e da sociedade para qualquer esclarecimento. Sou mulher de fé e permaneço acreditando na Justiça. Dep. Federal Raquel Muniz" Mais sobre impeachment
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