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Estudantes do Colégio Galois, um dos mais caros de Brasília, atacaram alunos de outra escola particular. Foto: EBC
Madu Toledo *
Agência Uniceub
O juiz Gilmar Rodrigues da Silva, da 2ª Vara Criminal de Águas Claras, condenou, na terça (24), Bruno César dos Santos e Gustavo Vitório Silva por injúria e ofensa em razão de raça e cor e lesão corporal contra Marlla Angélica dos Santos.
Confira abaixo a sentença
A conselheira foi a primeira brasileira a sofrer esse tipo de crime depois de a nova lei de injúria racial entrar em vigência no país. “Veio a esperança de que nem tudo está perdido, de que a justiça não está perdida. Mas ainda tenho medo de sair na rua”. Para a conselheira tutelar Marlla, a notícia é um alívio.Relembre a violência aqui
“Eu chorei. A Justiça foi feita”
Para Marlla, mesmo que a dupla decida tentar o recurso, a decisão é motivo de comemoração. “Quando recebi a decisão da justiça, através do meu advogado, eu fui chorar. Chorei porque a justiça foi feita, porque eu não tive medo e consegui, de fato, denunciar os meus agressores. Me veio a esperança de que nem tudo está perdido. A justiça não está perdida!” Apesar disso, ela revela ainda ter medo de represálias. “O ruim é que isso não muda o meu medo de sair da minha casa, dos meus filhos andarem na rua… é um medo constante, mas alivia.”*Madu Toledo é estudante de jornalismo no UniCeub. Supervisão do professor Luiz Cláudio Ferreira.