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| Ano | Assentamento | Propriedade Privada |
| 2001 | 24% | 67% |
| 2002 | 21% | 56% |
| 2003 | 19% | 57% |
| 2004 | 19% | 57% |
| 2005 | 21% | 56% |
| 2006 | 23% | 45% |
| 2007 | 23% | 45% |
| 2008 | 25% | 44% |
| 2009 | 22% | 44% |
| 2010 | 28% | 35% |
| 2011 | 30% | 36% |
| 2012 | 28% | 34% |
| 2013 | 28% | 33% |
| 2014 | 29% | 34% |
| 2015 | 27% | 36% |
| 2016 | 28% |
34% |
Fonte: Ipam
Além disso, o aumento na quantidade de quilômetros quadrados de floresta derrubados também não demonstra que a ação é prevalente em áreas de assentamento. Análises do Ipam mostram justamente que, apesar de o desmatamento na Amazônia em 2016 ter sido o maior registrado nos últimos oito anos, o perfil fundiário de onde ele aconteceu permaneceu o mesmo pelo menos nos últimos quatro anos. Em outro estudo, exclusivamente dedicado ao Desmatamento nos Assentamentos da Amazônia, o Ipam destaca que o assentado típico não tem recursos para desmatar grandes áreas porque o processo é caro e exige maquinário que normalmente não está disponível facilmente aos pequenos agricultores. “Os números revelam que quase 72% da área desmatada dentro dos assentamentos está ocorrendo em polígonos maiores que 10 hectares, o que, em geral, não representa o padrão de desmatamento das atividades ligadas aos beneficiários de reforma agrária na região”, atesta a pesquisa. Os números obtidos pelo Incra também apontam que os assentamentos que desmatam grandes áreas são exceção. Segundo dados do instituto, cerca de 50% do desmatamento ocorrido em assentamentos nos últimos cinco anos incide recorrentemente em apenas 80 assentamentos. “Apenas cerca de 3% do total dos assentamentos do Incra na Amazônia respondem por aproximadamente 50% do total do desmatamento neles ocorrentes, não sendo, portanto, um processo generalizado”, disse o órgão, em nota oficial enviada ao Truco. O Incra afirma ainda que, para esses 3% de assentamentos com maior número de áreas desmatadas, já há planos de recuperação ambiental em fase de elaboração. O Ipam ressalta ainda que é necessário levar em conta também o desmatamento já existente nos terrenos onde os assentamentos foram criados. Essa análise concluiu que 46% da área dos 815 assentamentos criados entre 1997 e 2003 já estava desmatada antes. Os 736 assentamentos criados no período seguinte, de 2004 a 2008, foram estabelecidos com, em média, 43% de sua área desmatada, enquanto os 208 assentamentos criados a partir de 2009 apresentaram, em média, somente 33% da sua área já desmatada antes de sua criação. De 1997 a 2014, apenas 180 (10%) dos assentamentos foram criados em área integralmente coberta por floresta. “A invasão de reserva é assunto do passado, já acabou há muito tempo.” [caption id="attachment_308952" align="alignright" width="300" caption="Desmatamento na Amazônia flagrado pelo Ibama"]<< Confira a reportagem no site da Agência Pública << Projeto de ruralista prevê pagamento de trabalhador rural com comida ou casa