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"Centrão" manobra e antecipa eleição na Câmara

7/7/2016
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Centrão se mantém coeso em torno do peemedebista e quer emplacar sucessor
[caption id="attachment_251870" align="alignleft" width="300" caption="Centrão se mantém coeso em torno do peemedebista e quer emplacar sucessor"][fotografo]Luís Macedo/Câmara dos Deputados[/fotografo][/caption]Em reunião extraordinária nesta quinta-feira (7), o colégio de líderes da Câmara antecipou para terça-feira (12) à tarde a eleição do novo presidente da Casa. A decisão antecipa em dois dias a definição tomada pelo presidente interino Waldir Maranhão (PP-MA), que tinha marcado para quinta-feira (14) a escolha do substituto de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou ao cargo hoje. As inscrições de candidatos serão aceitas até o meio dia de terça-feira, e a votação secreta e eletrônica foi definida para a tarde do mesmo dia. O “centrão”, grupo de partidos pequenos e médios que apoiavam o ex-presidente Cunha e são contra a sua cassação, foi o responsável pela mudança na data da nova eleição. O representante do PMDB na reunião, Carlos Marun (MS), apoiou a antecipação da eleição. Os líderes do “centrão” representam 280 deputados e derrotaram o bloco formado por DEM, PSDB, PSB e Rede, que representavam 143 deputados e queriam mais prazo para tentar escolher um nome sem a influência de Cunha. Depois de uma tarde inteira de impasse, a reunião do colégio de líderes terminou após a informação de que Eduardo Cunha fez um adendo ao seu recurso impetrado na Comissão de Constituição e Justiça. O novo recurso acrescenta novos argumentos ao pedido de anulação da decisão do Conselho de Ética, que definiu pela cassação de Cunha por quebra de decoro parlamentar ao ter mentido à CPI da Petrobras sobre suas contas não declaradas em paraísos fiscais. O adendo ao recurso apresentado à CCJ é mais uma manobra de Cunha e seu grupo para tentar livrar o ex-presidente da Câmara da cassação. O recurso extra terá que ser analisado pelo mesmo relator do primeiro recurso, Ronaldo Fonseca (PROS-DF). O adendo foi aceito pelo presidente da comissão, Osmar Serraglio (PMDB-PR), outro aliado de Cunha. A votação dos dois recursos de Cunha foi marcada para segunda-feira. Os deputados do DEM, PSB, PSDB no colégio de líderes queriam manter as eleições para quarta-feira, como Maranhão tinha marcado. O grupo gostaria de escolher um nome que não fosse ligado a Cunha e ao “centrão”, mas foram atropelados. “Não há tempo para que se decida sobre os recursos de Eduardo Cunha na CCJ e no mesmo dia eleger outro presidente”, protestou Júlio delgado (PSB-MG), ele mesmo candidato ao lugar de Cunha. Mais sobre Legislativo em crise Mais sobre crise na base
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