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Votação do Orçamento em fevereiro não terá impacto fiscal, diz Randolfe

Sem votação do Orçamento antes do recesso parlamentar, governo terá um doze avos por mês do que foi previsto para ano inteiro na LDO

20/12/2024
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Sem votação do Orçamento antes do recesso parlamentar, governo terá um doze avos por mês do que foi previsto para ano inteiro na LDO Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), estimou, nesta sexta-feira (20), que o projeto de lei orçamentária anual (PLOA) deverá ser votado entre 1° e 20 de fevereiro pelo Congresso, cujas Casas já terão novos presidentes. Segundo Randolfe, não haverá nenhum impacto fiscal com o atraso na apreciação do Orçamento 2025. O relator do PLOA, o senador Angelo Coronel (PSD-BA), divulgou uma nota na noite de quinta (19), em que afirma que, com a aprovação às pressas do pacote de corte de gastos, ainda faltam “informações consolidadas” para que seu parecer fosse concluído. “A gente começa o ano com o que a Constituição prevê a partir da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), governando com três, quatro avos, entre 1° de fevereiro, após a eleição das Mesas das duas Casas, e 20 de fevereiro nós votaremos a lei orçamentária”, explicou ele. Pela lei, o Orçamento precisa ser aprovado antes do recesso parlamentar. Caso não ocorra, os gastos do governo seguem uma regra fixa nos meses seguintes até que a LOA seja aprovada. A regra determina que o governo só pode gastar um doze avos por mês do que foi previsto para o ano inteiro na LDO. O Orçamento não fica congelado, mas impede um gasto mais estratégico do governo federal. Ajuste fiscal Randolfe projetou que o pacote de corte de gastos aprovado, mesmo com as alterações feitas na Câmara, terá um impacto de R$ 60 bilhões até 2030, R$ 10 bilhões a menos do que o estimado pela equipe econômica. "O pacote de gastos que o próprio mercado duvidava que seria entregue, foi entregue em prazo recorde tramitando no Congresso em duas semanas. Vamos ter uma economia que, pelo menos, se não for de R$ 70 bilhões, no mínimo será de R$ 60 bilhões, conforme foi previsto, e todas as medidas adiante que forem necessárias serem tomadas para garantir estabilidade fiscal para o próximo período, o nosso governo tomará", comentou ele. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), também avaliou a conclusão da votação do ajuste fiscal nesta sexta. “É sempre o fio da navalha você fazer a combinação , num país tão desigual economicamente e socialmente como o nosso, de manter o equilíbrio entre o foco no social e o foco na responsabilidade fiscal. Essa é a arte de se fazer um governo que equilibra, que não abre mão da responsabilidade fiscal, mas não faz dela a única razão de ser. E, portanto, para nós, é ter equilíbrio fiscal e buscar cada vez mais equilíbrio social, atendendo aqueles que mais precisam”, disse Jaques.
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