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Juiz temia ser morto por Paulo Hartung, diz testemunha

30/3/2007
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Em depoimento à Polícia Civil, pouco depois da morte do juiz Alexandre Martins Filho, a sua personal trainer, Júlia Eugênia Fontoura, disse que o magistrado temia ser assassinado pelo atual governador do Espírito Santo, Paulo Hartung. O juiz era membro da missão especial que investigava o crime organizado naquele estado, e, conforme o depoimento de Júlia, apurava o envolvimento de Hartung em atos de corrupção na Prefeitura de Vitória, que o político comandou antes de se eleger para o governo estadual. Segundo a personal trainer, o juiz lhe disse que teve certeza de que Hartung pretendia matá-lo quando o governador lhe ofereceu proteção. Seria um álibi, conforme o juiz: "Quando ele me ofereceu segurança, eu já sabia que a intenção dele era me matar e por isso aceitei; se resistisse, tiraria a responsabilidade deles e se algo acontecesse comigo, eles ficariam livres, poderiam dizer - 'eu ofereci a segurança, ele que não aceitou'". Veja a íntegra do depoimento da personal trainer Júlia Eugênia Fontoura
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