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Conselho de Ética ouve testemunhas de processo contra Glauber Braga

Glauber é acusado de quebra de decoro após episódio, no dia 16 de abril, em que expulsou da Câmara, aos pontapés, militante do MBL

30/10/2024
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Glauber Braga (Psol-RJ) é acusado de quebra de decoro por supostas ofensas proferidas contra o presidente Arthur Lira (PP-AL) na tribuna. Foto: Wesley Amaral/Agência Câmara
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados ouve nesta quarta-feira (30) testemunhas de acusação em processo contra o deputado Glauber Braga (Psol-RJ). O parlamentar é acusado de quebra de decoro após episódio no qual  expulsou da Câmara, aos pontapés, o militante do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Costenaro, no dia 16 de abril. A representação, movida pelo Partido Novo, foi aprovada por dez votos a favor. Apenas dois deputados se opuseram à abertura do processo. No documento, a sigla ressaltou que Glauber Braga não se arrependeu da agressão e destacou outro processo que o parlamentar enfrenta no colegiado. O Conselho aprovou a abertura do processo no dia 11 de setembro. A matéria está sob relatoria do deputado Paulo Magalhães (PSD-BA). Nesta reunião as testemunhas arroladas pelo parlamentar são: Gabriel Costenaro e os deputados federais Kim Kataguiri (União Brasil-SP) e Alberto Fraga (PL-DF). Acompanhe a sessão: O que dizem as testemunhas Com mais de 500 mil seguidores no Instagram, Gabriel Costenaro é um influenciador digital. Em seus vídeos, ele provoca deputados, jornalistas em transmissões ao vivo, estudantes universitários e militantes de esquerda durante manifestações. Durante a oitiva, o membro do MBL negou que ameaçou um manifestante do Psol, conforme Glauber Braga afirma. Costenaro também confirmou ter encontrado o deputado em outras ocasiões. O influenciador digital também negou ter agredido a ex-namorada, uma das acusações de Glauber durante o vídeo. Na ocasião, o parlamentar disse: “Violência doméstica da sua parte. Seus seguidores não sabiam?”, em referência a um caso de Costenaro contra a ex-companheira. O militante do MBL, porém, alegou que venceu o referido processo por “difamação”. Costenaro se desculpou por ter chamado a mãe de Glauber de corrupta na ocasião, mas não se desculpou por posteriormente tê-la chamado de "safada". 22 dias depois, a mãe do deputado faleceu. à época da confusão, ela estava com quadro avançado de Alzheimer. "Eu sinto muito pela sua mãe ter falecido. Só que aí eu devolvo também a pergunta: você se arrepende de insinuar que eu agredi mulher?", respondeu o militante do MBL. Questionado pelo deputado Chico Alencar (Psol-RJ) se a reação de Glauber foi proporcional após os ataques à honra da própria mãe, a testemunha deputado Alberto Fraga deu razão ao psolista. "Se tivessem xingado minha mãe, eu teria esperado passar a porta para quebrar na porrada", afirmou. Relembre o episódio
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