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Encruzilhada

4/2/2012
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Todo mundo lá no sul dos Estados Unidos conhece a história de Robert Jonhson e do pacto que ele fez com o diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississippi. Dizem que o demo apareceu para Robert, tomou seu violão e afinou-o um tom abaixo. Foi depois disso que ele fez as famosas gravações no Texas, em novembro de 1936 e em junho de 1937, que revolucionaram o blues e toda a história da música norte-americana. Um ano depois, Johnson morreu, depois de beber em um bar uísque envenenado com estricnina. Dizem que ao sair do bar, ele foi perseguido por enormes cães pretos. Foi encontrado morto mais tarde, todo ensangüentado, mordido pelos cães e com feridas em forma de cruz pelo corpo. Morreu de olhos abertos e com expressão tranquila. Foi o Felipe Costa quem lembrou aos Stolen Boys no Brasil da história de Robert Jonhson. E não é que os garotos de New Orleans encontraram – aqui, nessa cidade sem esquinas – uma encruzilhada parecida com aquela do Mississipi? Pois é ... Encruzilhada (ouça aqui e acompanhe abaixo a letra) (Sobre Crossroads Blues, de Robert Jonhson) Eu fui no Congresso Pra beijar a mão do cão Eu fui no Congresso Pra beijar a mão do cão Eu fiz um pacto com o demo Pra governar a nação Eu fui a Brasília de Carona com o Luiz Foi ele quem me deu os toques de como Governar esse país Mas os caras tomaram conta Não foi isso que eu quis. Me acode agora Meu amigo Louis Squidd Alguém chama logo Meu amigo Louis Squidd Avisa a ele que com esse pacto Meu governo virou um cabide. Eu fui no Congresso Pra beijar a mão do cão Eu fui no Congresso Pra beijar a mão do cão Santo Marighella me perdoe mas O Sarney agora é meu patrão
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