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Governo e centrais não se entendem sobre novo mínimo

4/2/2011
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Edson SardinhaRepresentantes do governo e das centrais sindicais não chegaram a um acordo para a definição do novo valor do salário mínimo. Em reunião realizada esta tarde em São Paulo, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Trabalho, Carlos Lupi, não recuaram da proposta de elevar o mínimo para R$ 545.

Os sindicalistas pressionam por um piso de R$ 580. O governo diz que levará a proposta ao Congresso mesmo que não haja acordo com as centrais. Novo encontro deve ser realizado semana que vem para discutir o assunto.

“O governo propõe uma política de valorização do mínimo, mas não teve acordo sobre o valor do salário mínimo para este ano”, disse o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), conforme relato da Agência Brasil.

Sem um acordo para a votação do mínimo, estão comprometidas as discussões sobre outros projetos de interesse do governo no Congresso, avisou Paulinho. As centrais cobram um aumento real para o salário mínimo em 2011 e para os aposentados, assim como a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física.

Tradicional aliada do governo petista, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) também decidiu endurecer o discurso. O presidente da entidade, Artur Henrique da Silva, considerou frustrante o encontro e classificou de “argumentos totalmente fora da realidade” os levantados pelos ministros para não se conceder um piso acima de R$ 545.

Além de Mantega e Lupi, também participaram da conversa o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, e representantes da CUT, da Força Sindical e outras quatro centrais sindicais.

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