- Camilo Santana, então governador do Ceará e atual ministro da Educação - segundo a PF, Paulo Magno, gestor do sistema First Mile, foi flagrado "pilotando um drone" próximo à casa de Santana;
- Alexandre de Moraes, ministro do STF - foram encontradas anotações que indicam tentativa de associar deputados federais, o ministro e outros congressistas à facção Primeiro Comando da Capital (PCC);
- Gilmar Mendes, ministro do STF - também "houve a tentativa de vinculação" do ministro ao PCC, segundo a PF;
“O arquivo ‘Prévia Nini.docx’ mostra a distorção, para fins políticos, da providência, indicando a pretensão última de relacionar a advogada Nicole Fabre e os Ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital – PCC, alimentando a difusão de fake news contra os magistrados da Suprema Corte”, diz a Procuradoria Geral da República (PGR), segundo decisão de Moraes.
- Rodrigo Maia, então presidente da Câmara dos Deputados - Abin utilizou a ferramenta First Mile para monitorar conversas do então presidente da Câmara; e
- Joice Hasselmann, então deputada federal - a Abin utilizou a ferramenta First Mile para monitorar a congressistas, tida na época como uma adversária política do governo.
- Jair Renan Bolsonaro, filho do então presidente Jair Bolsonaro - segundo a PF, a Abin foi utilizada para dar informações ao filho de Bolsonaro relacionadas a investigação da PF sobre suposto tráfico de influência que envolveria Jair Renan;
"Noutros termos, o presente evento corrobora a instrumentalização da ABIN para proveito pessoal. Neste caso o intento era fazer prova em beneficio ao investigado RENAN BOLSONARO", diz a PF, segundo a decisão de Moraes.
- Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do então presidente Jair Bolsonaro - de acordo com as investigações, a Abin preparou relatório para auxiliar a defesa do senador.
"[...] relatórios para subsidiar a defesa do Senador Flávio Bolsonaro em caso que ficou conhecido como “Rachadinhas”, com o que o órgão central de inteligência teria sido empregado para finalidades alheias às institucionais", diz a PGR, segundo decisão de Moraes. Flávio nega.