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Vereador por duas vezes, o paulista William Woo (PSDB-SP) acaba de chegar à Câmara para seu primeiro mandato como deputado federal. A família de descendentes de japoneses fez uma grande festa de boas-vindas e mostrou que a cobrança por um Congresso melhor começará em casa. William é sobrinho de Mestre Woo, professor de tai-shi-shuan, cidadão honorário de Brasília e indicado a um prêmio internacional como exemplo para a humanidade. |
Para ser um bom político, mestre Woo, de 75 anos, dá a receita. "Não basta ter inteligência, tem que ser honesto, tem que ter sinceridade e trabalhar muito, né", disse ele ao Congresso em Foco, na cadência do sotaque tipicamente nipônico.
E o deputado recém-empossado pretende seguir os conselhos do tio. Ele avisa que quer participar da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional para valorizar a exportação de uma maneira geral e para criar melhores condições aos brasileiros que trabalham no Japão. “Os descendentes vão para o Japão e mandam o dinheiro para a família. São milhões de dólares que entram no país e ajudam a movimentar a economia”, explica.
Filho de japoneses, William é casado com uma coreana. “Gosto de miscigenação. E contribuí ainda mais para ela”, diz rindo.
Engenheiro mecânico e policial civil há mais de 15 anos, William promete apresentar propostas para melhorar a segurança pública. Ele também defenderá o fim do voto secreto, exceto para as eleições dos cargos da Mesa Diretora. O disciplinamento das medidas provisórias e a revisão da verba indenizatória também estão entre suas bandeiras.
A sugestão de William Woo é que a Câmara mantenha o escritório dos parlamentares nos estados, mas faça isso por meio de convênios com operadoras de celular, correios, companhias aéreas. "Não faz sentido entregar R$ 15 mil para que o parlamentar faça suas contas. É preferível fazer uma licitação e comprar todos os computadores de uma vez, fazer um pacote para as despesas com telefone, passagens e correio. São 513 deputados! Com uma demanda dessas, com certeza terão descontos significativos que reduzirão as despesas", argumentou, explicando que assim funcionava na Câmara Municipal de São Paulo, onde já atuou.