A força-tarefa veio depois que o delegado responsável pelo caso, Protógenes Queiroz, apresentou denúncia ao Ministério Público Federal se queixando da falta de recursos materiais e humanos e suposto boicote na execução dos trabalhos. Segundo o delegado, sofreram obstrução as investigações que desbarataram um bilionário esquema de movimentações financeiras irregulares, supostamente operadas pelo banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, com participação do investidor Naji Nahas e suporte político do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.
Protógenes deixou o caso sob a alegação oficial de que deve se dedicar a um curso de aperfeiçoamento na Academia Nacional de Polícia, em Brasília. Entretanto, há indícios de que sua saída das investigações foi resultado de uma divisão interna na PF, que o teria pressionado a sair.
O delegado que substituirá Protógenes, Ricardo Saad, começou hoje (21) a trabalhar no caso. Os 50 agentes da PF que o auxiliarão na análise das toneladas de informações sobre o esquema criminoso foram remanejados de suas funções de origem, em 14 estados diferentes. Dos 50 policiais da força-tarefa, 25 são da PF de São Paulo. (Fábio Góis)