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Polícia Federal abrirá inquérito para apurar grampos

1/9/2008
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Em nota divulgada na noite desta segunda-feira (1º), a Polícia Federal afirma que vai instaurar inquérito para apurar denúncias sobra grampos telefônicos ilegais contra autoridades dos Três Poderes.

”A Polícia Federal informa que solicitou, ainda, o acompanhamento da investigação por membros da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência – CCAI (Comissão Permanente do Congresso Nacional), bem como pelo Ministério Público Federal”, diz a nota.

Reportagem publicada na revista Veja nesse fim de semana revela um diálogo entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Ainda segundo a revista, os grampos foram feitos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Além deles, segundo Veja, também foram grampeados pela Abin o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalh; os ministros José Múcio (Relações Institucionais) e Dilma Rousseff (Casa Civil); e alguns senadores, entre eles o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN).

Após reunião com a coordenação política do governo, o presidente Lula decidiu afastar toda a direção da Abin. (Rodolfo Torres)

Confira a íntegra da nota da Polícia Federal NOTA À IMPRENSA   A Direção-Geral da Polícia Federal determinou à Superintendência Regional no Distrito Federal a instauração de inquérito para apurar supostos monitoramentos de comunicações de autoridades públicas.

A Polícia Federal informa que solicitou, ainda, o acompanhamento da investigação por membros da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência – CCAI (Comissão Permanente do Congresso Nacional), bem como pelo Ministério Público Federal.

Sobre ilações a respeito da participação da Polícia Federal em atividades ilegais de escuta, a instituição esclarece que, como polícia judiciária, utiliza o instituto da interceptação telefônica como meio de investigação, com acompanhamento do Ministério Público e autorização judicial, nos termos da legislação vigente.

A tecnologia disponível e o treinamento dos efetivos são adequados à produção de provas vinculadas a inquéritos policiais passíveis de auditoria pelos órgãos de controle interno e judicial.

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