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De acordo com os signatários, Augusto Aras não atende aos requisitos para ocupar seu cargo, e trabalha em favor de Jair Bolsonaro. Foto: Isac Nóbrega/PR
O presidente Jair Bolsonaro anunciou, nesta terça-feira (20), que encaminhou ao Senado a mensagem propondo a recondução do nome de Augusto Aras ao comando da Procuradoria-Geral da República (PGR), até setembro de 2023. Assim como em 2019, Bolsonaro ignorou a listra tríplice dos próprios procuradores, que escolheu Luiza Frischeisen para o caso.
No comando do Ministério Público, Aras se manteve fiel a linha de pensamento do presidente Jair Bolsonaro - apesar da alegada independência do MP para investigar o governo e, em último caso, denunciar o presidente por crime de responsabilidade. O conteúdo deste texto foi publicado antes no Congresso em Foco Insider, serviço exclusivo de informações sobre política e economia do Congresso em Foco. Para assinar, entre em contato com comercial@congressoemfoco.com.br. Por meio de assessoria, Augusto Aras se disse "honrado" com a recondução. “Honrado com a recondução para o cargo de procurador-geral da República, reafirmo meu compromisso de bem e fielmente cumprir a Constituição e as Leis do País” Durante seu primeiro mandato, Aras solicitou arquivamento de investigações contra deputados bolsonaristas; pediu adiamento de investigações contra o presidente por prevaricação; acabou com a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, e se viabilizou como um dos nomes favoritos de Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) - indicação que ficou com André Mendonça, seu AGU. > Aras autoriza benefício que pode aumentar em 10% rendimento de procuradores > Malafaia agradece ajuda de Aras e André Mendonça na reabertura de igrejas- Encaminhei ao Senado Federal mensagem na qual proponho a recondução ao cargo de Procurador-Geral da República o Sr. Antônio Augusto Aras.
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) July 20, 2021