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Tecnologia utilizada para o 5G tem sido cenário de uma batalha geopolítica mundial entre as duas maiores potências do planeta: Estado Unidos e China [fotografo] Agência Senado [/fotografo]
As discussões sobre a implementação da rede de internet 5G no Brasil começa a ganhar tração. Nessa semana, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, e três ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) que integram as discussões sobre o tema iniciaram uma viagem oficial à Europa e Ásia para conversar com representantes de empresas do setor, além de conhecer tecnologias do serviço já implementadas. O retorno está programado para o próximo dia 13.
A tecnologia de internet de alta velocidade tem aspectos técnicos diferentes das redes que a antecedem – para se obter a altíssima velocidade e o tempo de resposta quase instantâneo, as antenas serão menores e mais próximas umas das outras, tornando-as quase onipresentes. A cobertura tem o poder de revolucionar uma série de atividades, permitindo desde a implantação de cidades inteligentes e carros sem motoristas à técnicas de cirurgias médicas à distância.
Também por isso, a tecnologia utilizada para o 5G tem sido cenário de uma batalha geopolítica mundial entre as duas maiores potências do planeta: Estados Unidos e China. A viagem oficial do governo brasileiro já passou por Helsinque, na Finlândia e Estocolmo, na Suécia – sedes, respectivamente, da Nokia e da Ericsson, empresas cujas tecnologias são apoiadas pelo governo dos Estados Unidos.
Na segunda metade da viagem, além de conhecer as redes de Seul na Coreia do Sul e Tóquio, a capital japonesa, o ministro deve se reunir na China com autoridades locais – que oferecem a mesma tecnologia pela Huawei.
Em um pronunciamento na terça-feira (2) no Palácio do Planalto, Fábio Faria disse que o governo espera concluir, até o leilão para construção da rede, a inclusão de uma série de contrapartidas a serem incluídas no certame. São elas, a conexão da região Norte do país, a implementação da rede 4G a todas as localidades com mais de 600 habitantes, fibra ótica a todos os 5.571 municípios e redes móveis nos 48 mil km de rodovias federais.