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[fotografo]Agência Brasil[/fotografo]
O movimento Todos pela Educação encara com cautela a nomeação do pastor Milton Ribeiro para o comando do Ministério da Educação (MEC). “A única coisa que a gente pode dizer sobre essa nomeação neste momento é que podia ser pior. Pelo menos ele não parece ser um olavista”, avaliou o diretor de estratégia política, João Marcelo Borges. Segundo ele, não há expectativa positiva nem negativa em relação à gestão. “A gente vai cobrar ações e ações rápidas na linha do que precisa fazer.”
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Apesar da formação de Ribeiro, seu currículo não indica nenhuma produção acadêmia nem experiência de gestão pública. “Ele está chegando no meio de uma emergência nacional, com o MEC precisando tomar decisões e executar ações com rapidez. Ele simplesmente desconhece esse mundo.” O novo ministro é membro do Conselho Deliberativo do Instituto Presbiteriano Mackenzie, mantenedora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, da qual foi vice-reitor e reitor em exercício. “Gestão de faculdade privada é muito diferente do que é o mundo da administração federal”, diz Borges.
Além das questões referentes à organização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e das respostas à pandemia do novo coronavírus, que impôs uma nova realidade de ensino a distância em escolas e faculdades, o novo ministro terá que se equilibrar com as questões políticas.
Na próxima semana, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), garantiu que colocará em votação a proposta de emenda à Constituição (PEC) que renova o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A renovação da principal fonte de financiamento de estados e municípios vem sendo discutida há muitos meses e deputados avaliam que sua votação é premente. O assunto, até agora, vinha sendo discutido pela Casa Civil e pelo Ministério da Economia, além do envolvimento de técnicos da pasta da Educação e do envolvimento de ministros da articulação política.
Os desafios na pasta seguem os mesmos, mas o fato de o novo ministro ter sido escolhido em uma espécie de leilão público soma um ingrediente a mais, segundo João Marcelo Borges. Houve uma disputa aberta entre as diferentes correntes que compõem o governo – militar, ideológica, técnica e evangélica. Cada qual pressionou por um nome que respondesse às suas demandas. “Ele já chega, aparentemente, fragilizado”, avalia Borges.